• Bauru-Brasília
O vereador José Carlos Batata (PT) disse na sessão da Câmara de anteontem que já tem em mente alguns projetos pelos quais pretende lutar junto ao governo federal, de seu partido - o PT -, a partir de janeiro. O vereador pretende se posicionar como interlocutor da cidade junto a Brasília e conta para isso com o apoio do deputado José Dirceu.
• Verba federal
Entre as iniciativas estão a tentativa de obter recursos para o término da primeira alça do viaduto inacabado e dinheiro para a recuperação de fundos de vale e tratamento de esgoto. A petista Estela Almagro teve sua principal dobradinha com José Dirceu, que obteve a expressiva soma de 7.439 votos na cidade.
• Nome de peso
José Dirceu, como se sabe, é um dos homens fortes do futuro governo do PT. Ele será o mais importante articulador político de Lula. Atualmente, Dirceu preside nacionalmente o Partido dos Trabalhadores e ainda não se sabe se ocupará algum cargo. Fala-se na Casa Civil.
• Estela reassume
Estela reassume a presidência do PT, conforme deliberação de uma reunião da executiva do partido, ocorrida segunda-feira. Também foi decidido realizar reuniões quinzenais da mesma executiva, sendo a próxima marcada para 14 de novembro.
• Reuniões freqüentes
Outras duas decisões do PT: reuniões ordinárias quinzenais do diretório municipal, sendo a primeira no próximo dia 23 de novembro, e reuniões extras, de ambas as instâncias (executiva e diretório), a qualquer momento, de acordo com as necessidades.
• Não gostou
O vereador tucano João Parreira reprova a composição da comissão de sindicância nomeada pela presidência da Câmara para apurar a compra do software Autocad. Os três membros - um chefe de serviços gerais, um agente de segurança e o chefe do cerimonial - não possuem intimidade com o assunto, diz.
• Sobre o viaduto
No embalo da quase certa aprovação da CEI das compras, o vereador Milton Dota Jr. (PTB) e outros da oposição estão se sentindo mais à vontade para propor uma comissão de inquérito para investigar a evolução da dívida do viaduto da Nuno de Assis.
• Nilson defende
O prefeito Nilson Costa (PPS) argumenta que a dívida não foi gerada nem aumentada em sua gestão. Ele afirma que não há nada de irregular ocorrendo e que apenas é obrigado pela Lei Fiscal a pagar o que a Prefeitura deve para Camargo Correa, cerca de R$ 3 milhões ainda, sob o risco, também, de enfrentar cobrança judicial e um possível confisco de receita.
• Tem que pagar
“Não podemos deixar restos a pagarâ€, alega Nilson, com base na Lei Fiscal e em parecer de sua assessoria jurídica. O prefeito diz que neste ano a prefeitura pagou cerca de R$ 2,1 milhões do compromisso assumido com a empresa pelo ex-prefeito Izzo Filho, relativo à segunda alça do viaduto.
• Federalizada
Vale lembrar que a maior parte da dívida do viaduto, relativa ao empréstimo do Banco Chase Manhattan, foi federalizada por Nilson junto ao Banco Central. O que se discute agora é o que ficou de débito diretamente com a empresa, pela obra iniciada com ordem de serviço liberada pela gestão Izzo, diz Nilson.