Sem água nas torneiras e indignados com um vazamento ocorrido ontem à tarde no poço do DAE localizado na quadra 13 da avenida Getúlio Vargas, vários moradores da vizinhança recolheram em baldes e latões o líquido que escorria para os bueiros.
“Estamos indignados porque não tem água nem para descarga e surge um vazamento destesâ€, reclamou o agente de viagens Alexssandro dos Santos, que trabalha em um escritório da quadra 13. A assessoria de imprensa do DAE informou que o vazamento ocorreu devido a um problema na bomba do poço.
Após a água correr pela rua por cerca de meia hora, uma equipe da autarquia desligou o registro. â€œÉ um absurdo não temos água para nada e ver a rua inundada por causa de um vazamentoâ€, diz a artista plástica Eligreice Bernardinelli, que de seu estúdio presenciou a água escorrer pela rua.
Trabalhando em um escritório em frente ao poço, Santos conta que está sem água desde sexta-feira. “Não podemos usar o banheiro. Hoje (ontem) uma dentista cujo consultório fica ao lado do escritório conseguiu um caminhão-pipa e a gente aproveitou para pegar um pouco de águaâ€, ressalta.
Manoel Linares, que mora na quadra 7 da rua Fuas de Matos Sabino, reclamou do vazamento e denunciou que caminhões-pipa estavam retirando água do reservatório da Getúlio, antes do vazamento, para regar jardim.
“Como sou vizinho do poço tenho visto caminhão-pipa do meio ambiente pegar água aqui. O motorista me disse que era para molhar plantas, que a água não era potável e que tinha autorização do DAE. Então que mostrem o laudo da águaâ€, cobra. Sandra Faria, assessora de imprensa do DAE, afirma desconhecer que água potável estava sendo usada para regar jardim.