Pesca & Lazer

História de Pescador: O peixe poita


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Esta que vou lhes narrar é uma história de pescador que garanto a vocês que se eu não estivesse junto jamais acreditaria.

Esta história aconteceu em uma pescaria no rio Tietê, próximo a Boracéia no rancho do nosso amigo César.

Estava eu, meu marido José Roberto e o meu cunhado Antonio Carlos que se diga de passagem tem pinta de pescador profissional.

Chegamos no rio por volta das 14h, era um domingo, dia quente, pouco vento, propício para uma boa pescaria. O Antonio Carlos, como de costume, trouxe uma traia de dar inveja, e iscas de vários tipos, tamanhos e modelos.

Subimos o rio cerca de uns 2 quilômetros, apoitamos e ficamos lá tentando, mas confesso que sem sucesso, pegar algum peixe pois este era o nosso principal objetivo. Meu marido, vez ou outra gritava “nossa como belisca” mas de peixe mesmo nada. Eu não levo traia mas em compensação tinha uma bolsa cheia de quitutes e enquanto não pegava nada ia fazendo uma boquinha.

O Antonio Carlos por sua vez trocava isca, trocava anzol, trocava linha, punha isca artificial, tirava e nada, nem belisco.

Passamos assim a tarde e parte da noite, meu marido e eu tínhamos pegado alguns peixinhos, nada de “peso” e o Antonio Carlos nada. Foi aí que ele ficou bravo pois tinha perdido mais uma fisgada, começou a xingar o rio como se ele tivesse culpa e não satisfeito começou a bater no rio com a sua vara, também já estávamos ali há pelo menos 6 horas e ele não tinha pegado nada.

Ficamos ali mais um tempinho quando o Antonio Carlos começou a gritar “este é grande, este é grande”. Eu e meu marido largamos nossas varas e fomos ajudá-lo a tirar o suposto peixe, foi aí que surgiu enroscada no anzol uma corda. O Antonio Carlos largou a vara e começou a puxar a corda e depois de puxar uns 5 metros mais ou menos surgiu o tão cobiçado peixe poita com seus quatro ferrões enormes.

Depois dessa, só restou a meu marido e eu recolhermos as traias e voltarmos para Bauru humilhados pelo pescador profissional Antonio Carlos e seu cobiçado peixe. (Simone Belancieri - Assistente de pescador de poita (Ancora) e contadora de histórias verídicas)

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