Tribuna do Leitor

Então, sendo assim, as oposições já eram?


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Trocando idéias com alguém menos lapantana e mais esclarecido do que eu, o cabra afiançou-se-me que, no Brasil, nesta última eleição, não existiu a chamada força oposicionista, no sentido verdadeiro do significado, mas somente situacionismo, graças aos prévios arranjos e articulações políticas, e acrescentou que da parte do candidato Serra prevaleceu aquele “querer, não querendo”, sob a assistência do presidente no papel de magistrado, a exemplo do que acontece na democracia americana, onde situação e oposição representam farinhas do mesmo saco. Registra-se, portanto, uma saída realmente honrosa para os que deixam o poder. E, sobretudo, o que acontece no Brasil, no campo político-religioso, é algo semelhante a carne e ossos de um só corpo; é o retrato do que vai pelo mundo do homo hominis lupus, onde por via de sub-repção, “sem que seja preciso a humanidade ficar sabendo”, dá-se a fusão do catolicismo com o anglicismo, este que açambarca (em nome também da globalização) todas as evangélicas e pentecostais e demais seitas cristãs. É óbvio que isso foi possível graças à vitória das Forças Aliadas na 2ª Guerra Mundial (ou continuação retardada da 1ª).

À mercê dessa fusão, o islamismo é colocado entre a cruz e a espada... Vê-se obrigado a aderir, à guisa de se evitar o pior, abrangentemente para todo mundo árabe. E, sob estas conjunturas e à disposição dos globalizadores, todas as religiões e, conseguintemente, todos os países formam um só bloco marcadamente situacionista. Não sei se sorrindo ou chorando. Enfim, a partir desse “fritar dos ovos”, e pelo que parece ser a volta às origens, que não seja o imprevisível semelhante àquele de outrora que chegou a ponto de os condenados, antes de receberem o castigo, terem que reverenciar o governo com aquele célebre “Ave, divino Cesar!”. Haja vista que, nestas alturas da contenda, neste mundo em que “o maior inimigo do homem é o próprio homem”, já devem estar existindo, pelo globalizado afora, aqueles que, nadando de braçadas no mar das felicidades, fazem os seus castelos “de doirados pomos”, sonham em ser o futuro “Cesar” no desfechar da oportunidade... Ressalvo, a fim de que não haja mal-entendido, que não estou incluindo nesse rol de virtuais pretendentes o presidente FHC, que considero o mais culto e mais arejado de todos os chefes de Estado do mundo. (Abdnor Maluf)

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