A eleição para a presidência da Câmara Municipal começa a clarear. O grupo dos 11 - que agrega 11 vereadores comprometidos a indicar um nome de consenso - começa a ensaiar apoio à candidatura de Renato Purini (PV).
O grupo é o mesmo que elegeu Walter Costa (PPS) presidente da Casa para o biênio 2001/2002, mas não conta mais com o apoio de dois vereadores: José Humberto Santana (PV) - também candidato à presidência - e Rodrigo Agostinho (PMDB).
Além de Purini, compõem o bloco os vereadores Edmundo Albuquerque (PPS), Osvaldo Paquito (PPS), José Eduardo Ávila (PPB), José Walter Lelo Rodrigues (PTB), Roberto Bueno (PTB), Faria Neto (PDT), Leandro dos Santos (PPS), Pastor Luiz (PL), Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) e Walter Costa.
É eleito presidente do Poder Legislativo aquele candidato que somar maioria simples na eleição, ou seja, 11 votos. Em tese, o grupo dos 11 - se prevalecer o consenso - conseguirá eleger sua indicação.
Na semana passada, o grupo se reuniu na casa do vereador pefelista Paulo Eduardo Martins Neto. Foi a primeira reunião do bloco para discutir o assunto sucessão.
Os parlamentares avaliaram que é praticamente inviável o lançamento da candidatura de Roberto Bueno à presidência da Casa. Bueno, hoje vice-presidente, está desgastado com as denúncias que envolvem o Poder Legislativo.
Na mesma reunião, outros dois vereadores colocaram seus nomes à disposição do grupo: Martins Neto e Purini. Os demais declararam que não estavam dispostos a disputar a eleição, pelo menos naquele dia.
“Plano Bâ€
Com a candidatura de Bueno inviabilizada, Walter Costa e outros vereadores do grupo começam a deflagrar o “Plano B†do bloco. À exceção de dois parlamentares, ninguém mais assume, declaradamente, que apóia o verde Purini.
Ávila, porém, já faz campanha aberta para o vereador do PV. â€œÉ jovem, dinâmico e não tem rejeições. É sangue novoâ€, diz, em tom de cabo eleitoral. O pepebista acha que Purini se encaixa com perfeição no perfil do novo presidente da Câmara Municipal.
“Sou a favor da renovação. O Poder Legislativo está precisando de fôlego. O Renato tem boas propostas para a Casa. Se ele for candidato, voto neleâ€, antecipa.
Embora deixe claro que ainda não decidiu seu voto, Paquito também faz elogios ao vereador verde. â€œÉ um bom nome, a princípio. Mas ainda estou avaliandoâ€, afirma.
Há, porém, vereadores em compasso de espera, na expectativa de que a situação fique mais clara ou, até mesmo, contando com uma provável indicação.
O pedetista Faria Neto prefere aguardar um pouco mais antes de se definir. Embora não assuma publicamente, ele tem interesse em disputar a presidência da Casa, mas só vai para a eleição se houver consenso em torno do seu nome.
“Não quero um presidente que só fale amém a tudo o que o prefeito pede. O Legislativo tem que ser independente, mas tem que trabalhar em harmonia com o Poder Executivoâ€, prega.
Também adotam o mesmo comportamento do pedetista os vereadores Pastor Luiz e Leandro dos Santos. Os dois elogiam Martins Neto e Purini, mas preferem não declarar apoio neste momento.
Na próxima semana - ainda sem dia definido - o Grupo dos 11 vai se reunir novamente para prosseguir a discussão em torno do assunto sucessão da presidência da Câmara. A expectativa é de que a reunião termine com um nome de consenso fechado.
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'É natural'
O vereador Renato Purini (PV) assume que colocou seu nome à disposição do Grupo dos 11, mas garante que não está fazendo campanha para viabilizar sua candidatura à presidência da Câmara Municipal.
“Não estou articulando com ninguém. Essa pré-disposição em torno do meu nome ocorre de maneira natural. A eleição do presidente do Legislativo vai muito da confiança de cada vereadorâ€, avalia.
O parlamentar verde diz que se ocorrer a viabilização de seu nome vai encarar a disputa. “E se eleito quero fazer uma administração transparenteâ€, diz, em tom de discurso.
Purini desconsidera que para assumir a presidência da Casa é preciso ser vereador de segundo mandato. “Não ouvi isso de ninguém. Se estamos aqui é porque temos condições de exercer a funçãoâ€, analisa.
Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) também está confiante de que poderá aglutinar forças do Grupo dos 11 em torno de seu nome.
O pefelista acredita que sua candidatura é a alternativa mais viável para o bloco. “Tenho experiência administrativa e bom trânsito com todos os vereadores da Casaâ€, ressalta.
Mas alguns vereadores têm restrições a Martins Neto pelo fato dele ser assíduo freqüentador do Palácio das Cerejeiras e do gabinete do prefeito Nilson Costa (PPS).