O sindicalista Jesus Garcia, dirigente da Federação Nacional dos Urbanitários, prevê que os trabalhadores da América Latina vão ter dificuldades para combater a implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
No início deste mês, ele participou de uma conferência em Quito, no Equador, com os ministros de Estado das Relações Exteriores dos países americanos.
Entre os temas discutidos destacaram-se a Alca frente aos serviços públicos, emprego e direito dos trabalhadores e a Alca e a dívida externa dos países latino-americanos.
Os representantes dos trabalhadores que participaram do evento se posicionaram radicalmente contra a implantação da Alca.
“Nas discussões que presenciamos não se falou nada a respeito da preservação dos direitos trabalhistas e do controle social. Acho que temos de pensar em outro modelo de integraçãoâ€, sugere.
Garcia avalia que não será uma tarefa fácil se posicionar contra a Alca. “Percebe-se uma resistência por parte da sociedade em geral, de todos os países, sobre esse assunto. Há uma predisposição a favor da implantação da Alcaâ€, analisa.
O sindicalista explica que o evento sediado em Quito foi preparatório para o próximo encontro que será realizado em Cuba, no início do ano que vem.
“Em Cuba, vamos discutir a exclusão social, a retomada do crescimento econômico, a dívida externa e a militarização da América Latinaâ€, informa.