Polícia

Mototaxista é morto na V. São Paulo

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

O mototaxista Rogério Aparecido Camargo Alves, 27 anos, foi encontrado morto ontem de manhã em um terreno localizado na Vila São Paulo, às margens de uma estrada de terra. Os acusados do homicídio, Marcelo Nagao, 20 anos - o Chacal -, e Luís Rodrigo dos Santos, 19 anos, foram presos.

O corpo estava escondido em um matagal. Na estrada de terra havia uma grande poça de sangue e indícios de que o cadáver havia sido arrastado até o terreno. Alguns metros antes de chegar ao corpo, havia um tênis.

Alves estava com a cabeça desfigurada por tiros de arma de fogo. Ele estava sem camisa e com a calça arreada. A primeira denúncia que a Polícia Militar (PM) recebeu referente ao crime foi na noite de anteontem, aproximadamente às 22h.

A testemunha que informou a PM ouviu disparos de arma de fogo provenientes de um bar localizado na quadra 5 da rua Valdemir Rúbio, na Santa Cecília. Em patrulhamento, policiais militares abordaram o Vectra preto de placas CHU 0524, de Bauru. O carro estava sendo conduzido por Nagao e Santos estava no banco de passageiros.

O banco traseiro do veículo estava com manchas de sangue e fragmentos de ossos. Além disso, 23 gramas de maconha foram encontrados atrás do toca-fitas do automóvel. O condutor teria tentado fugir, mas foi detido e alegou que tinha socorrido um homem baleado durante a noite.

O Vectra foi apreendido e os rapazes foram conduzidos ao Plantão Policial, onde foram autuados em flagrante por tráfico de entorpecentes. De acordo com a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra), diante das contradições apresentadas, Chacal confessou o homicídio e levou os policiais ao local em que o corpo estava escondido, assim como onde ocorreu a briga.

A Polícia Militar (PM), entretanto, informou que uma pessoa denunciou anonimamente a existência de um corpo na estrada de terra que liga o Núcleo Gasparini à Vila São Paulo.

Briga

Nagao confessou que tinha uma rixa com o mototaxista por questões de ciúme e na segunda-feira o encontrou casualmente no bar da rua Valdemar Rúbio.

Ele alegou que a vítima caminhou em sua direção ofendendo-o e dizendo que iria matá-lo. Nagao contou que então sacou um revólver de calibre 32 que estava em sua cintura e atirou na direção do mototaxista, que teve perfurações na cabeça e no peito.

Ferido, Alves ainda tentou correr por uma quadra. Nagao relatou que, de carro, o alcançou e o colocou no veículo. A vítima, segundo Nagao, foi levada para a estrada, local em que ele deu pauladas em sua cabeça, por acreditar que ela ainda estava viva.

Em seguida, jogou a arma em uma carreta que estava em um posto às margens da rodovia, mas foi abordado pela PM, juntamente com Santos.

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Acusado preso já havia confessado espancamento

Um dos acusados de matar Rogério Aparecido Camargo Alves, Marcelo Nagao, conhecido por Chacal, já tinha passagens anteriores pela polícia.

Em novembro do ano passado, ele confessou ter agredido o estudante Elias de Almeida Filho, 16 anos, espancado em 18 de outubro de 2001, após um show de rock realizado no Centro Cultural.

O estudante Elias sofreu trauma crânio-encefálico e ficou internado na UTI até o dia 23 de outubro daquele ano, quando teve morte cerebral.

Das mais de 20 pessoas ouvidas na ocasião, apenas Nagao confessou ter agredido a vítima com pauladas.

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