Polícia

Emdurb aponta critério técnico na escolha dos dois dispositivos

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Apesar da explicação para aplicações distintas no trânsito entre o radar e a lombada, as estatísticas e a própria diferença de reação do motorista frente às duas opções de dispositivos eletrônicos e levam a outros questionamentos quanto à preferência do primeiro em detrimento do segundo.

Por que a Emdurb optou pela instalação de apenas três pontos de lombada contra 11 radares na cidade até agora? Se a lombada cumpre melhor a função de alerta no ponto onde está instalada, qual o motivo para a diferença entre números instalados entre um equipamento e o outro?

Não existem na cidade trechos de vias públicas onde a lombada seria tão adequada quanto o radar? O fato da lombada multar nove vezes menos que o radar não exige rediscussão sobre a melhor opção para os locais onde há excesso de velocidade?

Para discutir essas questões, a presidência da Emdurb reuniu os técnicos do setor de operações viárias, sinalização, jurídico e de engenharia de tráfego.

O diretor de Sistema Viário, Nelson Lira, argumenta que a escolha envolve critérios técnicos. “A lombada não identifica moto em excesso de velocidade e são milhares rodando nas ruas. A lombada exige espaço adequado na via para sua instalação, por seu porte, e é escolhida para pontos onde há a necessidade de reduzir a velocidade abruptamente em um ponto definido. Portanto, a eficiência da lombada para o controle de velocidade é menor”, enumera.

De outro lado, ele contrapõe que o radar não conta com nenhuma restrição de identificação eletrônica de velocidade. “O radar promove o estado de alerta do motorista em um trecho maior que o da lombada, é usado para identificar qualquer tipo de veículo e pode ser instalado mesmo em locais com espaço menor na via”, conta Lira. O raciocínio do diretor tem o aval da engenheira de tráfego da Emdurb, Roberta Lança.

Edmilson Queiroz insiste que, apesar da existência de apenas três lombadas na cidade, o radar não tem a função de multar. “A filosofia para o controle eletrônico de velocidade não é o de multar. Se fosse assim, não instalaríamos tantas placas de aviso antes dos radares. O motorista é alertado seja com o radar ou a lombada. A escolha dos pontos é técnica e também é levado em conta os locais onde há abuso na velocidade e números excessivos de acidentes”, completa.

Além disso, ele salienta que de total de 11 radares instalados, a Emdurb coloca apenas dois funcionando por vez. “Se a função fosse multar, nós deixaríamos os 11 operando o tempo todo. Aí então teríamos um número de multas gigantesco. Mas, nós preferimos deixar dois por vez, alertar o motorista na via e manter no funcionamento em rodízio”, adverte.

Dias exemplifica que ocorreram 13 acidentes em 1999 nas proximidades do viaduto Antonio Eufrásio de Toledo. Já com a implantação de um radar, no ano 2000, o número de registros caiu. “Um ano depois, esse ponto contou com apenas dois acidentes. O ideal seria que o motorista respeitasse o limite de velocidade. Mas a imensa minoria que não respeita é punida, seja com o uso do radar ou da lombada”, contrapõe.

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