• Pólo hospitalar
Repercutiu muito bem junto aos bauruenses e foi positivo para a auto-estima da cidade a constatação feita ontem pelo JC, no caderno de Bairros, sobre a redefinição da vocação médico-hospitalar de Bauru, a partir da inauguração recente de dois hospitais (Unimed e o Estadual) e da revitalização de outros.
• Reconhecimento
Ontem de manhã, em um café onde estavam bauruenses da gema, foi ressaltada a luta de dois políticos, em dois tempos distintos, para que a cidade e região chegassem à excelência médica e atingissem o status que começa a se delinear no setor de serviços hospitalares.
• Médicos e políticos
Os nomes citados, e elogiados por sua obstinação, são os do ex-deputado estadual Abrahim Dabus e do atual deputado Pedro Tobias, ambos médicos. A luta de Dabus começou quando ele era o secretário da Saúde do prefeito Alcides Franciscato e continou depois, quando se elegeu para a Assembléia e Franciscato foi para o Congresso Nacional.
• Trajetória na saúde
Já Tobias “briga†pela saúde desde que se tornou vereador, nos anos 80, e prosseguiu quando chegou à Assembléia Legislativa, se consolidando de forma definitiva após a conquista do Hospital Estadual (HE), que iniciou atividades há algumas semanas. E lá se vão quase quinze anos.
• Nervosismo
Há uma expectativa nervosa para a sessão da Câmara de Bauru, hoje, principalmente após os boatos que correram neste final de semana, sobre um possível e certamente barulhento pedido de afastamento dos integrantes da mesa que dirige os trabalhos da Casa, que seria feito por um vereador.
• Bomba-relógio
Some-se a isso outra hipótese aventada por um grupo de vereadores - a de pedir que a Câmara delibere o afastamento do vice-presidente da Casa, Roberto Bueno (PTB), da CEI das compras. Estão aí dois ingredientes que tornariam ainda mais explosivas as relações entre vereadores que duelam há semanas.
• Orçamento
Hoje será votado o Orçamento de 2003, calculado em R$ 150 milhões. Em entrevista nesta edição (página 4), o secretário de Finanças, Raul Duarte Neto, explica as dificuldades que a Prefeitura tem em conciliar o que arrecada com a imensa demanda social por investimentos.
• Maus pagadores
O município tem uma carteira de devedores que soma R$ 70 milhões, quase a metade de um orçamento anual. Se todos pagassem, a cidade ficaria em melhor estado. Mas receber dívidas não é algo que se consiga do dia para a noite. Os grandes devedores têm muitos recursos para “enrolarâ€.
• Poder divide
Poder é poder, aqui ou em qualquer lugar do mundo e, por isso, as divergências de opinião são inevitáveis. Nem por isso conduzem a situações insustentáveis. No governo de Lula, que nem começou, já há uma divisão em dois grupos no núcleo central de poder.
• Queda-de-braço
Há diferenças de opinião e um jogo de vaidade entre José Dirceu e Antonio Palocci. Lula deu a transição para Palocci para que Dirceu não concentrasse todas as cartas na manga de seu colete. Palocci defendia a manutenção de Armínio Fraga no BC por mais algum tempo. Dirceu e Mercadante, não, e fizeram valer sua opinião.