Entrelinhas

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• Grupo dos 12

E o grupo dos 11 - que articula um nome de consenso para disputar a presidência da Câmara Municipal - passa a ser o grupo dos 12 com a chegada da vereadora Maria Majô Jandreice (PC do B), segundo dizem, com as bençãos do prefeito Nilson Costa. Ela participou do jantar que reuniu o grupo anteontem à noite, logo após a sessão legislativa. A comunista já chega na condição de virtual candidata à presidência do Legislativo.

• Intimidade

Ideólogos do grupo lembram que a Câmara Municipal, em toda a sua história política, nunca foi presidida por uma mulher. “Majô poderá ser a nossa chance”, destaca um nilsista disposto a ser cabo eleitoral da comunista. Outro entusiasta aponta a intimidade da vereadora com o Palácio das Cerejeiras. “Tem bom senso e não é radical”, elenca outro situacionista.

• Contra-ataque

Por outro lado, o surgimento de Majô no quadro sucessório também pode ter sido uma forma de tentar esvaziar um pouco a assumida candidatura de José Carlos Batata (PT). O petista talvez contasse com o apoio da comunista na eleição do próximo dia 15. A adesão da parlamentar ao grupo situacionista pode ter sido parte de uma manobra para atingir as pretensões de Batata.

• De camarote 1

Nilson Costa está acompanhando os últimos acontecimento na Câmara de camarote. O processo político de troca de farpas e acusações no Legislativo gerou uma folga para o chefe do Executivo que, até então, era o alvo preferido de alguns vereadores. Em época de fim de ano e com a proximidade do recesso parlamentar, as denúncias internas vieram em boa hora para Nilson.

• De camarote 2

Outra situação que está sendo acompanhada de forma tranqüila pelo prefeito é a escolha do próximo presidente da Câmara. Os mais próximos de Nilson já visualizaram a tentativa de aproximação de Batata, acompanham a sondagem em torno de Majô e continuam de olho nas reuniões do grupo dos 12. Contudo, Nilson teria dito que quem for o escolhido pelo grupo ele apoia.

• Sem pressão

O presidente da CEI das compras, vereador Luiz Carlos Valle (PSB), tem “toureado” as mais diversas pressões produzidas para aliviar o impacto das investigações. Ontem, por exemplo, tentaram convencê-lo de que não há necessidade de se ler publicamente os ofícios que chegam até a CEI. Valle não titubeou e até impediu o pedinte de argumentar.

• Alerta do TCE

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou o prefeito municipal para o descumprimento de itens da legislação que farão parte do relatório final das contas de 2002. O TCE advertiu para a arrecadação previdenciária abaixo do cálculo atuarial (que apontou o valor necessário para cobrir o sistema), despesa de pessoal, restos a pagar e outros.

• Incômodo

Se tem um órgão onde o prefeito não está se saindo bem é no TCE. As contas de 1998 sofreram rejeição na análise conjunta com o período Izzo, o exercício de 1999 contou com relatório negativo e as contas do ano 2000 tiveram parecer inicial pela rejeição. Porém, vale dizer que quem aprova ou rejeita as contas é a Câmara Municipal, após envio de relatório do TCE.

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