Política

João Parreira quer a polícia apurando sumiço de tonner

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O vereador João Parreira (PSDB) vai pedir à Delegacia Seccional de Polícia a abertura de inquérito policial para investigar o sumiço dos cartuchos de tonner da Câmara Municipal, que teriam sido adquiridos para a máquina de microfilmagem.

Ontem, ele rebateu o parecer do consultor jurídico do Poder Legislativo, João Batista Porto, que aconselhou o presidente da Casa, Walter Costa (PPS), a não pedir a abertura de inquérito policial para apurar o caso.

“Eu estranhei esse posicionamento do consultor porque o próprio presidente afirmou, em discurso na tribuna, que os cartuchos de tonner sumiram. O Walter falou em furto ou sabotagem. E isso é caso de polícia”, afirma.

Para o tucano, a investigação para apurar as circunstâncias em que o material sumiu não é tarefa da Comissão Especial de Inquérito (CEI) das compras. “A CEI apura possíveis irregularidades”, esclarece.

O parlamentar diz que é preciso levar em consideração que um patrimônio da Câmara pode ter sido furtado. “Eu reafirmo. Isso é caso de polícia. Não podemos ficar esperando o resultado da CEI para esclarecer o fato e apontar culpados. É preciso apurar imediatamente”, opina.

Na avaliação dele, a instauração de inquérito policial para investigar o caso vai subsidiar a comissão legislativa. “Essa situação fugiu da esfera administrativa e entrou na esfera criminal.”

Parreira diz que já está preparando um requerimento sobre o sumiço do tonner para encaminhá-lo à Delegacia Seccional. “Também vou aproveitar a oportunidade para encaminhar o mesmo pedido à Promotoria Criminal”, finaliza.

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