O vereador João Parreira (PSDB) vai pedir à Delegacia Seccional de Polícia a abertura de inquérito policial para investigar o sumiço dos cartuchos de tonner da Câmara Municipal, que teriam sido adquiridos para a máquina de microfilmagem.
Ontem, ele rebateu o parecer do consultor jurídico do Poder Legislativo, João Batista Porto, que aconselhou o presidente da Casa, Walter Costa (PPS), a não pedir a abertura de inquérito policial para apurar o caso.
“Eu estranhei esse posicionamento do consultor porque o próprio presidente afirmou, em discurso na tribuna, que os cartuchos de tonner sumiram. O Walter falou em furto ou sabotagem. E isso é caso de políciaâ€, afirma.
Para o tucano, a investigação para apurar as circunstâncias em que o material sumiu não é tarefa da Comissão Especial de Inquérito (CEI) das compras. “A CEI apura possíveis irregularidadesâ€, esclarece.
O parlamentar diz que é preciso levar em consideração que um patrimônio da Câmara pode ter sido furtado. “Eu reafirmo. Isso é caso de polícia. Não podemos ficar esperando o resultado da CEI para esclarecer o fato e apontar culpados. É preciso apurar imediatamenteâ€, opina.
Na avaliação dele, a instauração de inquérito policial para investigar o caso vai subsidiar a comissão legislativa. “Essa situação fugiu da esfera administrativa e entrou na esfera criminal.â€
Parreira diz que já está preparando um requerimento sobre o sumiço do tonner para encaminhá-lo à Delegacia Seccional. “Também vou aproveitar a oportunidade para encaminhar o mesmo pedido à Promotoria Criminalâ€, finaliza.