Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

SANTÁSTICO, O SHOW DA VILA

O Santos levou a melhor no grande duelo paulista. Na primeira fase do Campeonato Brasileiro, o Peixe terminou na oitava colocação, com 39 pontos. O São Paulo somou 13 pontos a mais do que o rival, mas, derrotado nos confrontos das quartas-de-final, o Tricolor foi para o espaço. Uma pena, porque vinha sendo o melhor time da competição. Mas o glorioso alvinegro praiano não tem nada a ver com isso. Os 26 clubes aprovaram o regulamento. Quando o placar estava 1 a 1, o Tricolor foi com tudo para o abafa e acertou a trave duas vezes. O Santos tinha apenas um objetivo: mandar a bola para longe de sua área. Se isso era o bastante, conseguiu algo ainda melhor. Aos 47 minutos, quando a galera santista já gritava “olé”, Diego mostrou toda sua habilidade, ao passar por dois são-paulinos, invadir a área e tocar na saída do grande Rogério Ceni: 2 a 1. Para a alegria da torcida do Peixe, em ampla minoria no Morumbi, o Santos conseguiu a virada e eliminou o adversário do Brasileirão. Desespero para a massa tricolor que viu seu time liderar a competição durante quase toda a primeira fase. Festa do “Santástico, o Show da Vila”, rumo ao tão esperado título nacional. Tem todas as condições para ser campeão. Afinal, despachou o então grande favorito.

BOA COMPARAÇÃO

Carlos Alberto Parreira comparou o São Paulo à Seleção da Argentina. Para o treinador do Corinthians, a desclassificação precoce do Tricolor na fase eliminatória do Brasileirão se assemelha bastante ao desempenho dos argentinos na Copa do Mundo de 2002. Não adiantou nada a Argentina ser líder das Eliminatórias sul-americanas para chegar na Copa do Mundo e ser eliminada logo de cara. É a história de nadar, nadar e morrer na praia. O São Paulo terminou em primeiro na fase de classificação, mas o Santos soube se impor e barrou o favorito.

PROVOCAÇÃO

O santista Paulo Almeida não perdeu a oportunidade de tripudiar sobre o São Paulo, após a vitória de quinta-feira. O volante disse que não existe nenhum Real Madrid brasileiro, em referência à comparação do Tricolor com a equipe espanhola.”Eles (são-paulinos) que são os craques e é a gente que está na semifinal” - provocou o capitão do Santos.

PARQUINHENSE

Luiz Carlos de Oliveira lamenta o fato de o campeão da cidade não ter uma galeria de troféus. “Acho extremamente triste um clube tradicional como o Parquinho, detentor de títulos do Amador e com uma diretoria forte, organizada, não dispor sequer de uma sala de troféus para seus torcedores contemplarem”, afirma o torcedor parquinhense em sua cartinha a este jornalista, acrescentando que as taças conquistadas “estão jogadas na sala de despejos do clube”.

SAUDADE

Há 27 anos, morria em um acidente de avião o bicampeão mundial de Fórmula-1, Graham Hill. O inglês conquistou os títulos de 1962, pela BRM, e 1968, pela Lotus. Disputou 176 Grandes Prêmios, venceu 14, e cravou 13 poles. O filho de Graham, Damon Hill, conquistou o título da categoria em 1996. É, até hoje, o único caso de pai e filho campeões da F-1.

TRAGÉDIA

Mahicon Librelato morreu afogado após perder o controle da direção da picape que dirigia na avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis. O veículo derrubou um poste e caiu no mar. Mahicon Librelato, 21 anos, foi um dos destaques do Inter no Campeonato Brasileiro deste ano, com sete gols. Jogador de futebol acha que é um super-herói voando baixo, principalmente os mais jovens, que não têm medo e acham que não morrem nunca. Já perdi até a conta de boleiros vítimas fatais de acidentes de carro, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

ALEGRIA ALEGRIA

E para não dizer que não falei de flores (chega de notícia triste), alguns eventos festivos estão marcados para hoje. A partir das 13h, no Bar do Marcão (rua Cussy Jr., 6-29) teremos a “Noruscaipira é 10”, festa dos dez anos de existência da simpática facção da torcida organizada do Noroeste. A Noruscaipira foi fundada e é liderada pelo amigo Sinuhe. No Sesi, a partir das 18h, acontecerá a festa do futsal, com a decisão da Copa TV Preve/Semel e muitas homenagens. Alô Duda, Maceri, Sapé, aquele abraço. Um pouquinho mais tarde, no Bauru Tênis Clube, haverá um jantar-dançante, quando serão entregues os prêmios aos melhores do 9º campeonato interno de futebol do clube, a terceira edição da Copa JC/BTC 2002. Alô Otacílio, Godô, Luizinho, aquele abraço.

MEMÓRIA

Série A-2 de 1996: Noroeste 3 x São José 0, em Bauru, gols de Cuman, Nilson e Fumacinha. Árbitro: Flávio de Carvalho. Público pagante: 842. Noroeste: Marcos Garça; Anísio, Válder, Rogério e Carlos Henrique; Pedro, Cláudio, Cuman e Bariri (Leandro); Da Barra (Fumacinha) e Marquinhos Yamamoto (Nilson). São José: Charles; Neto (Josias), Pedro Paulo, Rangel e Silva; Rubem Futenbarch, Sandro, Marcus Vinícius (Carlos Alberto) e Ademir; Reginaldo e Claudinho.

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