Tribuna do Leitor

Que delícia é o poder!


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Quando dois cidadãos honestos se relacionam e um passa ao outro algum dinheiro, sabemos que ele o faz como pagamento de uma mercadoria ou serviço prestado. Isso é ético e seria imoral caso não ocorresse. Quando o contribuinte vê os impostos que pagou não serem aplicados em benefícios sociais, sente que as regras morais entre ele e o governo não possuem os membros valores. É o que temos assistido no apagar do ano de 2002 em Bauru. Tomamos como exemplo a Câmara Municipal, que hoje está tão atrelada aos problemas internos, sem falar do “vedetismo” de certos edis, mais preocupados com a luz da ribalta do que com o orçamento para o ano de 2003, que esqueceram das entidades assistenciais, e pasmem... muitos foram eleitos por elas. Diante disso, fica difícil resgatar a credibilidade de uma Câmara, principalmente da Mesa Diretora, que não toma providências quanto às denúncias de furto de materiais, não fazendo um Boletim de Ocorrência para que este se transforme em Inquérito Policial para que os fatos sejam devidamente elucidados e que não pairem dúvidas quanto a autoria. Esse seria o procedimento normal quando verificada a prática de um crime. Os impostos pagos pelos contribuintes devem ser revertidos em melhor qualidade de vida, qual seja, educação, saúde, saneamento básico, enfim, em benefício da própria comunidade e não com compras superfaturadas e outras benécias para alguns nobres vereadores. Quando essa Casa Legislativa, que tem a função não só de criar e aprovar leis como fiscalizar o Executivo, passa a maior parte de seu dia defendendo-se de acusações feitas pela Imprensa, Ministério Público e até mesmo por seus nobilíssimos pares, então cada vez mais fico convencido de que o Poder não corrompe, mas revela... e pior que isso - “Os bons tempos voltaram”. É vero! (Luiz Roberto Relvas - RG. 6.559.389)

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