Leonardo de Brito

Em Confiança


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DÁ-LHE TIMÃO

A rivalidade entre Rio e São Paulo estará à flor da pele a partir das 16h de hoje, no Maracanã. Fluminense e Corinthians se enfrentam na primeira partida das semifinais do Campeonato Brasileiro, a terceira vez na história que estas duas equipes vão brigar por uma vaga na decisão da maior competição do futebol nacional. Em 1976, o Timão levou a melhor. Em 84, vitória dos tricolores. Agora, será o tira-teima. Os paulistas têm a vantagem no Brasileirão-2002: jogam por dois resultados iguais e decidem a classificação no Morumbi. Pelo lado dos cariocas, a esperança está em Romário e na sorte de campeão - tão presente no confronto de quartas-de-final contra o antes temível São Caetano. Será também o duelo de dois técnicos de estilos completamente diferentes. De um lado, o falastrão Renato Gaúcho, que chegou desacreditado às Laranjeiras no meio do campeonato e calou a boca dos críticos com um ótimo trabalho. Um bom trabalho, ainda tem muito o que aprender. Do outro, o tetracampeão Carlos Alberto Parreira, responsável por comandar o Flu em duas épocas distintas: no título brasileiro de 84 e na Terceira Divisão em 99. Na única que vez que se enfrentaram como treinador, Renato levou a melhor. Foi neste Campeonato Brasileiro, em que o Flu derrotou o Corinthians por 2 a 0, no Pacaembu. Naquele jogo, o técnico tricolor montou o time com três zagueiros e dois volantes, que anularam os três atacantes do adversário. Porém, nada indica que o esquema será mantido. Na partida de volta contra o Azulão, na última quarta-feira, o time carioca apostou nesta mesma formação, ficou o tempo inteiro recuado e por muito pouco não amargou a eliminação. No Corinthians, a inspiração vem das quartas-de-final. A goleada por 6 a 2 sobre o Atlético-MG no Mineirão praticamente garantiu a classificação do time para a semifinal e agora, diante do Fluminense, a meta é conseguir um bom resultado para diminuir a pressão por uma eventual e difícil vitória no Morumbi. Vai ser muito bom para o Timão poder decidir a vaga em casa, desde que consiga um resultado convincente esta tarde. Tenho um time em cada Estado. Sou Santos em São Paulo e Fluminense no Rio, mas no jogo de hoje vou torcer para o Corinthians. Afinal, é um paulista, e além disso, se o Santos fizer a decisão contra o Alvinegro, já garantirá presença na Libertadores de 2003, mesmo que perca o título brasileiro para rival regional.

DÁ-LHE PEIXE

Após a histórica conquista da classificação diante do São Paulo, o Santos tenta repetir contra o Grêmio, esta tarde, na Vila Belmiro, o bom desempenho mostrado nos dois últimos jogos. No jogo de ida das quartas-de-final, o Peixe venceu o São Paulo por 3 a 1 e deu um grande passo para garantir a classificação. Agora, uma nova vitória por ao menos dois gols de diferença é vista como essencial para que a equipe possa viajar mais tranqüila a Porto Alegre, onde a vaga para a final será definida. Já o Grêmio pretende reeditar a atuação que teve na vitória por 1 a 0 contra o Juventude, em Caxias do Sul. O Santos jogou 13 vezes na Vila Belmiro ao longo do campeonato. O time venceu oito partidas, empatou três e perdeu apenas duas vezes, o que lhe dá um aproveitamento de 69,23% dos pontos. Por ter sido o oitavo colocado na fase de classificação, o Peixe joga em desvantagem diante do Grêmio, já que bastam dois empates para que o time gaúcho passe à final. Após o jogo contra o São Paulo, o discurso adotado pelos santistas em relação ao Grêmio foi bastante respeitoso. E com razão, porque o tricolor gaúcho é um time perigoso, copeiro.

ASSÉDIO

Assediado diariamente pela imprensa, o meia Diego recorda-se do início do Campeonato Brasileiro. Na época, o Santos não era incluído no grupo dos favoritos ao título e, segundo o santista, o dia-a-dia no CT Rei Pelé era muito mais tranqüilo. Mas é claro, Diego. Ninguém que está por baixo é badalado. É a vida.

NEONAZISMO

Os torcedores italianos mais radicais estão sendo infiltrados por representantes de partidos de extrema-direita, segundo as autoridades da Itália. “A infiltração ideológica dos grupos de torcedores constitui um duplo motivo de preocupação”, advertiu o Ministério do Interior, em nota ao Parlamento. Está ocorrendo a mistura de delinqüentes comuns, que vão aos jogos mais importantes, com elementos que professam ideologias radicais de direita. São os indesejáveis neonazistas no futebol.

ESVAZIAMENTO

A conquista inédita do título mundial de vôlei masculino, da nossa seleção, provocou a êxodo dos nossos principais jogadores para o exterior. Dos 12 que conquistaram o Mundial na Argentina, apenas três titulares continuam no Brasil - Henrique e Maurício (Minas) e Escadinha (Banespa). Também continuam no País Giovane (Suzano), Rodrigão (Banespa) e Ricardinho (Ulbra), reservas da equipe nacional. Mas a debandada não é só dos jogadores de seleção. Outros grandes atletas fazem falta, como Kid, Axé, Joel e o irmão de fé Max, que está no Japão. Todos poderiam estar participando da Superliga 2002/2003, que está começando, mas também deixaram o Brasil por causa da alta do dólar. A Superliga está mais nivelada, mas não por cima, como afirmou o levantador Maurício.

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