O presidente da executiva municipal do PPS, Rubens de Souza, convocou para sábado uma reunião com dirigentes e lideranças do partido para discutir, dentre outros assuntos, a conjuntura política e o planejamento da legenda para 2003.
A reunião seria apenas mais um encontro se não estivesse agendada para a véspera da eleição que vai indicar o próximo presidente da Câmara Municipal. O Poder Legislativo elegerá sua Mesa Diretora no domingo, a partir das 9h.
Para Souza, a proximidade das datas nada mais é do que “uma simples coincidênciaâ€. Porém, ele admite que o assunto sucessão deverá compor, “informalmenteâ€, a pauta de discussões do partido na reunião de sábado.
O presidente do PPS afirma que a decisão sobre apoios a candidatos será “exclusiva†dos quatro vereadores filiados ao partido: Walter Costa (atual presidente da Câmara), Edmundo Albuquerque, Leandro dos Santos e Osvaldo Paquito.
“O PPS vai referendar o que os nossos vereadores decidirem sobre o assunto. Vamos respeitar o posicionamento deles que, no meu ponto de vista, é uma decisão soberanaâ€, diz.
Na pauta de convocação da reunião, está reservado um espaço para os parlamentares da legenda comentarem sobre suas atuações e outros assuntos que acharem de interesse do partido.
Nomes
O prefeito Nilson Costa (PPS) está afastado da sucessão da Câmara Municipal, pelo menos oficialmente. Mas nos bastidores do Palácio das Cerejeiras comenta-se que começa a ganhar força a candidatura da vereadora Majô Jandreice (PC do B).
Anteontem à noite, logo após a sessão legislativa da Câmara Municipal, o grupo dos 12 - bloco que tenta viabilizar um nome de consenso para a presidência da Casa - se reuniu mais uma vez para discutir o assunto.
Com a desistência oficial do vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) de disputar a indicação do grupo, os nomes se afunilaram. Além de Majô, ainda está no páreo Renato Purini (PV), que tem a simpatia do atual presidente do Legislativo, Walter Costa.
Mas há resistências internas em relação ao parlamentar verde. De acordo com informações de bastidores, o vereador Edmundo Albuquerque acha arriscado lançar Purini como candidato sem a devida aglutinação em torno de seu nome.
Albuquerque estaria mais inclinado a trabalhar por Majô, com quem mantém amizade parlamentar de longos anos. Segundo consta, o vereador do PPS não vê com bons olhos o apoio de Walter Costa a Purini, principalmente agora que a Câmara enfrenta a pior crise política e institucional de sua história.
A vereadora comunista e o parlamentar verde devem se reunir hoje para aparar arestas e viabilizar um consenso em torno de um único nome.
Se eleita, Majô será a primeira mulher a presidir o Poder Legislativo em toda a sua trajetória política. Ela é vista por alguns nilsistas como um ponto de equilíbrio entre as bancadas da situação e da oposição.