• Distanciamento
Para evitar desgastes e, óbvio, valorizar o passe, a vereadora comunista Majô Jandreice diz que não quer saber mais da disputa interna do chamado grupo dos 11. Uma eleição a quatro paredes deveria ocorrer entre hoje e amanhã e indicaria o candidato do bloco à presidência da Câmara Municipal: Majô ou Renato Purini (PV).
• Atração fatal
Ao perceber que poderia ser derrotada no bloco, Majô retirou seu nome, mas garante que vai manter a candidatura. As articulações estão a todo vapor. José Carlos Batata (PT) tenta convencer a comunista a compor com o grupo que o apóia, ou seja, o da oposição, que prega uma reforma e a independência do Legislativo.
• Charmosa
O voto da vereadora do PC do B, que em termos da imagem que ela própria cultivou em toda sua história política é mais coerente na oposição, poderá desfalcar a bancada oficial. Porém, ela pode estar jogando com as duas alas ou fazendo um “charme†para ser mais valorizada na situação.
• Incógnita
Mesmo com esse afunilamento de nomes para a presidência - envolvendo Batata e Purini -, muita água ainda vai passar debaixo da ponte até amanhã cedo, dia da eleição da Mesa. A sessão vai ser aberta às 9h e suspensa em seguida, para encher os bastidores.
• Situação incômoda
Raramente um grupo que deteve a maioria da Câmara viveu uma situação tão difícil em termos eleitorais como neste ano. As denúncias que pesam sobre a administração da Casa certamente são fatos decisivos para o esvaziamento do bloco oficial. Mesmo não sendo da oposição, alguns já debandaram para evitar ainda mais desgastes.
• Continuísmo
Um vereador que se coloca como não-alinhado comentou ontem que fica muito difícil explicar à opinião pública, neste momento delicado, uma vitória da continuidade do grupo que hoje tem hegemonia no Poder Legislativo.
• Reviravolta
A primeira participação do vereador tucano João Parreira na CEI das compras provocou uma reviravolta no banho-maria das investigações. Não se havia decidido até agora a convocação de vereadores para prestar esclarecimentos sobre a crítica situação da Casa. O tucano conseguiu aprovar, numa só bicada, a convocação de toda a Mesa que dirige a Câmara.
• Mudanças
O pouso do tucano no ninho da CEI das compras também provocou mudanças na interlocução do grupo. Até então, apenas o presidente da comissão, Luiz Carlos Valle (PSB), atendia a imprensa, decisão tirada em comum acordo com os demais. Mas Parreira, depois de pedir a convocação dos vereadores, virou o foco das atenções.
• Surpresa
O assessor da presidência do Poder Legislativo, Antonio Moreira, foi surpreendido ontem durante o protocolo de um ofício dos vereadores José Clemente Rezende (PSB) e Milton Dota Jr. (PTB), que pede esclarecimentos sobre uma viagem a Regente Feijó. Seu nome consta na lista de viajantes.
• Geografia
Moreira estava na galeria na hora em que seu nome foi citado e ficou assustado com a situação. “Nem sei onde fica Regente Feijóâ€, deixou escapar para a platéia, que testemunhou, com um mixto de perplexidade e humor, o desabafo do assessor.