Bairros

Ciesp sugere projeto de curto prazo

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

De acordo com os idealizadores do projeto “Bauru+10 - Construindo o Futuro”, 90% das pessoas que participaram do fórum que lançou oficialmente a iniciativa, realizado no último dia 4, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), aprovaram a idéia e estão dispostas a se engajar.

No entanto, a forma como o projeto será colocado em prática ainda gera dúvidas e preocupações por parte de alguns setores da sociedade.

O diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), José Luiz Miranda Simonelli, por exemplo, faz alguns questionamentos sobre a implantação do projeto.

Para ele, no setor industrial não são necessários grandes investimentos para melhorar a qualidade de vida e a imagem de Bauru. “Falta mais atuação política. É o caso da administração municipal reunir os empresários esporadicamente e ouvir as suas expectativas”, destaca.

Ele diz que está disposto a colaborar com o Bauru+10. No entanto, acredita que trata-se de um projeto complexo e muito a longo prazo. “Existem coisas que podem ser feitas de forma mais rápida e que vai contribuir para melhorar o aspecto econômico e social da cidade”, destaca.

A preocupação de Simonelli se deve, principalmente, à questão de investimentos econômicos. Para ele, o projeto não poderá ser tocado sem que haja gastos. “Quem vai arcar com as despesas?”, questiona.

Ele diz que, se o Poder Público der a contrapartida, os empresários se animarão a contribuir com a sua parte. No entanto, se tudo ficar sob a responsabilidade da sociedade, dificilmente alguém vai tomar a iniciativa de custear o projeto. “Em Piracicaba, o projeto está sendo liderado pelos empresário. Mas, houve uma contrapartida da prefeitura, o que gerou credibilidade e empolgação por parte do setor”, explica.

De acordo com Simonelli, o interessante para Bauru nesse momento não é atrair novas empresas, mas sim dar aporte para as já existentes. “Ninguém está pedindo benefícios. Nós precisamos apenas de uma estrutura moderna e dinâmica de trabalho”, salienta.

Ele reclama que nem mesmo as condições mínimas são dadas para as companhias permanecerem em Bauru. “Os caminhões têm dificuldade de chegar até as empresas pois as ruas estão todas esburacadas”, exemplifica.

Simonelli também destaca que não é fácil atrair grandes empresas para cidades de porte médio, como Bauru. â€œÉ um sonho, uma utopia imaginar que isso é possível nas condições atuais do município”, diz.

Com o intuito de buscar melhores condições para o setor, o Ciesp elencou uma série de providências que considera salutar para a economia da cidade. Essas sugestões - como preferiu denominar Simonelli - devem se transformar em um documento a ser entregue, em breve, para o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). “Queremos agilizar alguns pontos que estão estagnados na cidade”, esclarece.

Ele preferiu não detalhar quais seriam essas reivindicações, pois prefere organizar o documento primeiro. “Ainda temos que finalizar o pedido e definir todas as sugestões antes de divulgá-las”, explica.

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