Entrelinhas

Entrelinha


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• Deu a lógica

Como já era esperado, o vereador Renato Purini (PV) se elegeu ontem presidente da Câmara Municipal de Bauru, tornando-se um dos mais jovens da história política da instituição. O parlamentar verde tem 27 anos. A eleição foi apertada. Purini somou 11 votos contra dez de Luiz Carlos Valle (PSB), que foi a surpresa nas movimentadas articulações de bastidores.

• Sem fôlego

O vereador José Carlos Batata (PT) chegou à Câmara como candidato à presidência da Casa. Mas não resistiu a uma votação secreta interna no bloco da oposição. Perdeu para Valle. Além dos dois, também disputaram, de certa forma, a indicação interna na oposição os vereadores João Parreira (PSDB) e José Humberto Santana (PV).

• Dissidências

Batata tentou argumentar com o grupo que a dissolução de sua candidatura provocaria a dissidência de Majô Jandreice (PC do B) e Rodrigo Agostinho (PMDB), ambos, até então, fechados com o petista. Valle, porém, contra-argumentou que tinha dois votos garantidos do bloco dos 11: José Lelo Rodrigues (PTB) e Leandro dos Santos (PPS). Mas tinha só um.

• Recompensa

Batata acabou acertando a previsão, embora nunca vá se saber, ao certo, se Majô e Agostinho votariam mesmo nele. Porém, com a indicação de Valle para a disputa, Majô e Rodrigo se debandaram para a bancada que hoje controla a Casa, declararam voto a Purini e foram recompensados com funções na Mesa Diretora.

• Diz que disse

Já Valle não pôde contar com o voto de Leandro. Lelo foi ponta firme e manteve sua fidelidade até o fim. Leandro garante que só votaria em Valle se este fosse candidato do grupo dos 11, ou seja, da bancada de situação.

• Por telefone

Os comentários sobre a mudança inesperada de Leandro em relação a Valle apontam para telefonemas minutos antes da eleição da Mesa Diretora. O vereador do PPS já estava na sua cadeira, pronto para votar, quando o telefone celular tocou. De fininho, saiu do plenário, conversou com alguém no saguão da Câmara e retornou para a votação.

• “Caiu a máscara”

Os vereadores da oposição se sentiram traídos por Rodrigo Agostinho, que nos últimos tempos sempre votou com o grupo, embora desse sinais, por vezes, de dubiedade. “Agora a máscara do Rodrigo caiu de vez”, alfinetou um colega. “Ele sempre negociou cargos na Mesa em troca do voto”, disparou outro. Já o comportamento de Majô, para o bloco, não foi surpresa.

• Tropa de choque

Embora tenha tentado mostrar que estava ausente da eleição da Mesa Diretora da Câmara, o prefeito Nilson Costa (PPS) despachou seu chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, acompanhado de Antonio Luiz Benetti para verificar os bastidores da eleição. Marsola transitou sem constrangimentos pela sala da presidência do Legislativo.

• Independência

Em entrevista logo após ser eleito, Renato Purini garantiu que fará uma reforma geral na administração da Câmara e que sua gestão será marcada pela independência em relação ao Poder Executivo, porém, com harmonia e aprovando o que for de interesse da cidade. É o cargo mais importante do PV em Bauru, até hoje.

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