Passam para a história do País as lágrimas vertidas pelo Presidente eleito por ocasião da cerimônia de sua diplomação para o grande cargo. Coube aos meios de comunicação social fazê-lo, dando ao fato amplo registro, em cores até, bem em cima do acontecimento. Tinha-se de veicular a ocorrência, face à sua incontestável significação não só pessoal, vinculada à figura do novo chefe da Nação, como igualmente social, ligada ao lépido pensamento da sociedade, sempre atenta ao que se passa ao seu derredor. Outra razão, contudo, existiu para que o fato entrasse nas páginas da história e nela se inserisse definitivamente, não se perdendo nos espaços do tempo que aí está decorrendo inestancavelmente. Reside ela na circunstância de que se trata do primeiro presidente da República a colocar abertamente para fora emoção tão intensa no ato de sua diplomação. E tinha motivo para tanto porque, certamente recorrendo à memória de suas origens de operário industrial, reconheceu que o seu salto para o mais importante cargo público do País, com a maior votação já obtida por um candidato ao posto, representava como representa conquista digna de uma exteriorização pessoal de semelhante carinho e igual quilate. Era, então, o que lhe cabia fazer em resposta ao bondoso destino que, a partir daquele instante, confiava-lhe a enorme tarefa de comandar os passos da enorme população que aí está ocupando quase 9 milhões de quilômetros quadrados de Norte a Sul e de Leste a Oeste, como lembra a historiografia. Não seria seu primeiro choro, pois já o fizera, naturalmente, ao vir à luz do dia, ao abrir os olhinhos castanhos para o mundo, onde teria uma porção de responsabilidades, inclusive esta que o grande eleitorado entendeu de confiar-lhe. Por isso, repetindo-o agora viria a demonstrar que Presidente também sabe e pode chorar, com o que revela que tem sentimentos, não é insensato e, conseqüentemente, se reveste de condições humanas para sentir de perto os dramas e necessidades de seus concidadãos, aos quais oxalá possa acudir imediatamente ainda que tenha de recorrer a esforços extremos e até chorar outras vezes, acompanhando os justos lamentos da sociedade. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). PS: Agradecemos e retribuímos as mensagens natalinas que nos foram enviadas pelos amigos Rubens Zapater, Matilde Dal Col e família, Lar-Escola Rafael Maurício, Machbete Ladeira e família, Revista Rogate (Rogacionista) de SP, e Frei Ladi Antoniazzi, ex-pároco de Santo Antônio (Jardim Bela Vista), ora radicado em Vila Velha, Espírito Santo.
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