Entrelinhas

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• Esperança

O prefeito Nilson Costa (PPS) revela discretamente em entrevista publicada na edição de hoje do JC que ainda tem esperança de disputar mais uma eleição para prefeito, a de 2004. Embora não goste de abordar o assunto, Nilson dá a entender que, no momento oportuno, vai encaminhar um pedido oficial de consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo para se certificar da legalidade.

• À espera

Caso seu projeto não seja viabilizado, há comentários de que o prefeito já teria um nome no colete para lançar na disputa de 2004. Comenta-se que não seria nenhum dos nomes citados até hoje, dentre os quais coronel Marsola, Raul Gomes Duarte Neto, Edmilson Queiroz Dias e Edmundo Albuquerque. Embora seja ligado de maneira discreta ao grupo político nilsista, o possível candidato do PPS é do meio empresarial.

• Por quê não?

Nilson vê com bons olhos uma aliança do PPS com o PMDB local, comandado pelo quercista Alex Gasparini. “Sempre tivemos um bom relacionamento com o PMDB”, flerta. A declaração sintomática do prefeito tem fundamento. Ele não está mais animado com uma possível aglutinação das forças de centro-esquerda instaladas em Bauru, conforme havia pregado recentemente.

• Distante

Nilson lembra que o PT, por exemplo, não abre mão de lançar candidatura própria a prefeito. O PC do B é um partido que vai na esteira de outros nas eleições municipais. Da chamada linha de centro-esquerda, sobrou o PPS, mais organizado e com a máquina administrativa na mão. O PT pode até somar com o PPS, mas Estela Almagro, presidente do partido, já avisou que não abre mão da cabeça de chapa.

• Movimentação

Os bastidores da Câmara Municipal continuam movimentadíssimo. Mesmo de recesso, os vereadores estão de olho nos acontecimentos que envolvem a CEI das compras. Amanhã, o plenário vai se reunir em sessão legislativa extraordinária para votar projeto de lei que cria a Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (CIP) e substituir dois membros da CEI.

• Dúvida

A substituição do vereador Osvaldo Paquito (PPS) na comissão de investigação vai ocorrer sem traumas. Mas o mesmo não vai acontecer com a indicação do membro do PV, com a saída de Renato Purini. Ainda é incerto que o verde José Humberto Santana vai assumir a vaga do recém-eleito presidente da Câmara. Santana vai ter dificuldades para viabilizar seu nome.

• Vai indicar

Purini já comenta entre os colegas que vai indicar o companheiro de partido como seu sucessor na CEI. Mas a atitude será meramente simbólica já que, comenta-se, o plenário deverá vetar Santana. Provavelmente vão alegar que o parlamentar também está sob suspeição. Outra alternativa: Santana depôs na CEI das compras e, com isso, estaria impedido de participar.

• Normalidade

Com a eleição dos dois novos membros, a CEI retorna a normalidade. Na primeira reunião do ano, seus membros vão ter que eleger o relator da comissão, já que Osvaldo Paquito exercia a função. Se o vereador Edmundo Albuquerque for o indicado pelo PPS, torna-se um forte candidato a assumir a relatoria.

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