Ser escalado para dirigir um veículo lotado de presos, ainda que sob indulto -quando os ânimos, imagina-se, não sejam dos mais intranqüilos- não é tarefa das mais agradáveis, afirmou um motorista que atua na área há cerca de oito anos.
Temendo pela sua segurança, ele preferiu falar sem se identificar. Ontem, ele dirigia um dos ônibus que parou no tumulto em Botucatu. “De repente eles mandaram parar e não havia outra saída. Numa viagem dessas, são eles quem mandam, não há dúvidaâ€.
O motorista em questão disse que já fez transportes semelhantes várias vezes. “Nas épocas de festas sempre têm viagens assim e nós não podemos nos recusar porque é a empresa que decide, mas é sempre uma situação de total tensãoâ€, disse.