As informações são da Agência Estado. Os principais executivos das multinacionais do setor automobilístico que participam, nos Estados Unidos, do Salão Internacional de Detroit, apostam na retomada da economia na América Latina e principalmente no Brasil este ano.
A confiança no governo de Luiz Inácio Lula da Silva é unânime entre presidentes mundiais das montadoras que atuam no País. “Temos grande esperança em mudanças no Brasil com o novo presidente, que entende muito bem do nosso setor e pode adotar medidas que ajudem o mercado a voltar a crescerâ€, disse o presidente mundial da General Motors, Richard Wagoner.
O executivo número um da GM acredita que as vendas de veículos no Brasil devem crescer um pouco este ano. Em 2002, foram comercializados 1,4 milhão de automóveis e comerciais leves, 6,9% a menos que no ano anterior, de acordo com dados de emplacamentos contabilizados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
O presidente da Ford, Nick Scheele, também aposta na melhora dos negócios na América Latina e citou o Brasil como exemplo. A marca vem recuperando mercado desde o lançamento do novo Fiesta, produzido na Bahia. O segundo modelo que entrará na linha de produção ainda neste semestre, o jipe EcoSport, poderá ser exportado para os EUA. “Estamos estudando essa possibilidadeâ€, informou Scheele.
Para o presidente mundial da Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, os últimos três anos foram difíceis para o mercado automobilístico na América Latina. No Brasil, onde o grupo mantém sua maior operação em termos de produção fora da Alemanha, o mercado total de veículos ficou longe das previsões das empresas do setor, que apostavam em vendas superiores a 2 milhões de unidades a partir do ano 2000.
Ele acredita, porém, que a situação deve melhorar neste ano. Em sua opinião, Lula deve promover reformas que ajudarão o mercado automotivo.