Entrelinhas

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• Ainda a ponte

O vereador José Clemente Rezende (PSB) contraria o procurador-geral da administração, José Roberto Anselmo, e garante que não está equivocado ao afirmar que o contrato com a Tofer Engenharia poderia ser alterado pela prefeitura para possibilitar modificações no projeto da ponte do núcleo Mary Dota, sem custos aos cofres públicos. Ele prova que isso ocorreu na construção dos pilares do viaduto do Centro.

• Artigo 65

O parlamentar informa ter documentos em que a própria Procuradoria atesta alteração no contrato com a empreiteira responsável pela obra do viaduto, no qual cita o artigo 65 da lei 8666/93, que rege as licitações no Poder Público. “A Procuradoria deve defender os interesses dos munícipes e não se transformar em advogado de defesa particular do prefeito”, critica.

• Audiência

E o assunto sobre a ponte do Mary Dota continua rendendo mais notícias. Agora a interdição da obra pode gerar a realização de uma audiência pública convocada pela Câmara Municipal. Os vereadores José Clemente Rezende (PSB) e Milton Dota Jr. (PTB) são os autores do pedido da reunião pública. O prefeito Nilson Costa (PPS) diz que está “tranqüilo” e pede para que os vereadores “fiquem à vontade”.

• Uso de veículo

O ex-assessor de Izzo Filho, Pedro Valentim, protocolou na CEI das compras um pedido para que se investigue o uso de carro oficial da Câmara Municipal para fim particular por parte do vereador José Humberto Santana (PV), relator da comissão.

• Autorizado

Procurado, Santana respondeu que usou o carro oficial, mas devidamente autorizado por Walter Costa, presidente da Casa na época. O parlamentar realizou uma viagem a Brasília e, segundo a denúncia, devolveu o valor depois que Walter Costa levantou o assunto algum tempo depois.

• Tiroteio

As discussões sobre o envio, uso e prestação de contas de verbas estaduais e federais pelo Município também passam pela Emdurb. Em setembro do ano passado, a Secretaria Estadual dos Transportes solicitou, às pressas, o envio de um projeto para repassar R$ 180 mil para a reforma do terminal rodoviário de Bauru.

• No entanto...

O projeto foi recebido e até elogiado pelo órgão estadual. Mas até agora não se sabe da definição sobre o envio ou não da verba. Na Emdurb, o dinheiro ainda não chegou. Aliás, ninguém na prefeitura sabe informar sobre a verba federal que foi carimbada no orçamento de 2002 para a construção de um ginásio de esportes no Mary Dota.

• Sem mistério

A responsável pelo setor administrativo do Escritório Regional do Fundo Social de Solidariedade do Estado, Eleonice Mariano Moraes, não gostou do comentário de falta de visibilidade do órgão, feito ontem nesta coluna. Ela menciona que o órgão atua em 52 cidades da região com projetos sociais.

• Menos aqui

Em Bauru, o Fundo Social tem realizado parcerias com o Centrinho. Isso ocorre porque o município não criou seu fundo social. Para tanto, bastaria uma lei do prefeito criando a função vinculada à já existente Secretaria do Bem-Estar Social. É o que bastaria para a obtenção de projetos de geração de renda.

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