Política

CUT discute cargos federais em Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Os sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) definiram, em consenso, pedir modificações no comando e no perfil de atuação dos escritórios regionais da Subdelegacia Regional do Trabalho (DRT) e do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Bauru.

Mas, embora alguns dos sindicatos filiados defendam abertamente a indicação de nomes para os postos, a entidade prefere não fazer campanha em torno de nenhum dos lembrados na reunião realizada nesta semana para discutir o tema. Segundo o representante do Sindicato dos Ferroviários e membro da CUT Bauru, Roque Ferreira, a central sindical preferiu discutir o perfil de atuação dos órgãos.

Ferreira confirmou que a entidade mostrou interesse em discutir a atuação regional da DRT e do INSS no governo Lula. “São organismos que atuam mais diretamente com questões que mexem com a vida do trabalhador. Mas, apesar do natural surgimento de nomes, a entidade em si não vai defender ou fazer campanha por ninguém”, pontua. A CUT também decidiu não participar de nenhum lobby em torno da ocupação desses postos.

Roque comentou que foi consenso, no encontro, que a Subdelegacia do Trabalho deve incorporar mais ativamente a fiscalização e supervisão das ações relativas ao trabalho. “Achamos que essa tarefa deve ser efetuada sem paternalismo com o patronato, fazendo com que o órgão cumpra a lei à risca”, conta. Assim, houve consenso na CUT em torno da necessidade de mudança no comando do órgão.

Para a DRT existem duas posições de perfil para o comando. Alguns sindicatos defendem que a subdelegacia seja gerida por um representante direto dos trabalhadores. Porém, outros sindicatos apoiam profissionais de carreira do próprio órgão.

No INSS o processo de discussão está mais avançado. A tendência é para que a CUT dê ouvidos à sugestão a ser apontada pela entidade que representa os servidores do órgão previdenciário. “Mesmo sem sugerir nomes no INSS nós pontuamos que o trabalho na área de previdência deve passar por reformulações que atendam aos interesses dos trabalhadores”, acrescenta Roque.

Os lembrados

O ferroviário citou que a nomeação de Heguiberto Guiba Navarro para a direção estadual da Delegacia de Trabalho foi bem recepcionada pela central sindical. “Recebemos muito bem a indicação e acreditamos que o Guiba terá muito trabalho a fazer no órgão e nas subdelegacias”, conta.

A CUT enviou ao novo gestor da pasta um relatório onde pede mudanças na DRT-Bauru e aponta os nomes sugeridos na reunião. “A tendência de vários sindicatos era por um militante sindical, mas também apontamos os nomes de carreira da própria subdelegacia que foram citados”, cita Ferreira.

Ele contou que foi lembrado juntamente com o representante do Sindicato dos Eletricitários, Jesus Garcia. “Eu adiantei que não tenho disposição para assumir o posto. Eu apoio o nome do Jesus”, menciona.

Contudo, representantes dos eletricitários também levantaram o nome de Maria Rita, funcionária da área jurídica da DRT. Já o representante do Sindicato da Construção Civil, Cláudio da Silva Gomes, apoia a indicação de José Eduardo Rubo, servidor do setor de engenharia de segurança do trabalho do órgão.

Silva deixa claro que está apoiando Rubo. “Verificamos que é mais difícil o consenso em torno de um nome do meio sindical. Eu defendo o Rubo e acredito que o melhor perfil para o que defendemos para o órgão esteja ligado a um profissional de carreira”, esclarece.

O atual subdelegado do Trabalho é Sérgio Branco e a gerência do INSS está com Maria Lúcia Custódio. Segundo os sindicalistas ouvidos, a direção municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Bauru ainda não discutiu o tema com os filiados.

Além da DRT e INSS, foram feitas menções à atuação da Polícia Federal (cuja direção está vaga) e à Delegacia Regional da Receita Federal. Entretanto, os órgãos não chegaram a fazer parte da pauta em razão de suas áreas de atuação não terem relação estreita com o segmento dos trabalhadores.

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