Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Quando o assunto é produção de biodiesel, assunto de capa do AutoMercado&Cia de hoje, o Brasil tem tudo para se tornar líder mundial.

A constatação foi feita por especialistas do setor durante evento internacional sobre combustíveis, realizado ano passado no Rio de Janeiro. A afirmação foi baseada na longa experiência brasileira na administração da mistura de álcool na gasolina, o que capacitaria o País a conquistar a liderança na tecnologia de produção de biodiesel.

Entre os motivos para o sucesso do projeto, pesquisadores apontaram que a grande safra agrícola brasileira de cana-de-açúcar e de soja garantiriam matéria-prima suficiente para a viabilidade econômica do biocombustível e a diminuição da dependência externa com relação aos derivados de petróleo.

Não são poucas as vantagens que tornam o biodiesel atraente para investimentos, principalmente governamentais. Comparado ao diesel, o óleo alternativo é, acima de tudo, um combustível limpo. Além de reduzir em até 78% as emissões de gás carbônico - um dos principais responsáveis pelo efeito estufa - deixa de eliminar enxofre.

Calcula-se, ainda, que a queima do biodiesel gera 90% menos de particulados, compostos que originam a fumaça negra dos escapamentos. Desta forma, um motor que funciona apenas com biodiesel pode usar catalisador, algo impossível com o diesel comum.

Apesar disso, o biodiesel ainda esbarra em vários obstáculos. A falta de regulamentação e os preços atuais do diesel derivado do petróleo são bons exemplos. Estima-se que fazer um litro de biodiesel custa R$ 0,95, enquanto o litro de diesel comum sai por R$ 0,86 no posto. Entretanto, se produzido em larga escala, certamente o valor do biodiesel cairá.

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