Bairros

Erosões provocam morte e transtornos na área urbana


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A erosão do Jardim Jussara, uma das mais problemáticas do município, tem cerca de cinco anos de existência. Esse período foi suficiente para que ela provocasse a morte de, pelo menos, duas pessoas.

Em 2001, uma forte chuva que atingiu a cidade fez com que a erosão desmoronasse, o que acabou assoreando o córrego Água do Sobrado. Com isso, o ribeirão transbordou e inundou a avenida Alfredo Maia, provocando a morte da enfermeira Maria Anita Ribeiro da Silva e do motoboy Rodrigo Maciel dos Santos, que foram arrastados pela correnteza. “Uma única chuva acabou fazendo todo esse estrago”, salienta o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte.

Outras duas tragédias foram registradas devido a uma grande erosão, no início de 2001. Em uma delas, duas irmãs adolescentes - Eliane Costa, 16 anos, e Viviane Cristina Costa, 12 anos - morreram depois que o carro no qual estavam caiu dentro da erosão existente na avenida Waldemar G. Ferreira, entre as Vilas Nova Esperança e Industrial.

O aposentado João Moraes Filho, 62 anos, foi outra vítima da erosão. Em setembro do mesmo ano, ele caminhava ao lado do buraco e acabou caindo dentro dele. Com a queda, ele sofreu fraturas que perfuraram o pulmão e provocaram a sua morte.

De acordo com o vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), secretário-executivo do Instituto Ambiental Vidágua, há bairros que nunca deveriam ter sido autorizados. “O (núcleo) Joaquim Guilherme de Oliveira é um deles. A construção das casas destruiu a nascente do córrego Água do Sobrado, provocando o assoreamento, a erosão e as enchentes”, explica.

Segundo ele, esse equívoco “volta e meia acontece”. â€œÉ falta de planejamento e descaso com o meio ambiente”, diz.

Ele cita como exemplo o Núcleo Bauru 2000, construído na mesma época do Joaquim Guilherme de Oliveira. “As galerias de águas pluviais terminam no barranco que beira o córrego. Isso abriu uma erosão gigantesca no local”, afirma o vereador.

Ele lembra que a construtora responsável pela obra chegou a ser autuada na época pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, mas isso não resolveu o problema.

Duarte explica que, quanto mais se estreita o espaço destinado ao escoamento de água, maior torna-se a velocidade dela, o que se transforma facilmente em erosão. “Nos terrenos mais inclinados, que geralmente são as baixadas, você tem uma vazão aumentada e, devido à inclinação, uma velocidade maior. Tudo isso cria uma condição de energia para desmontar o terreno e formar a erosão”, define.

Uma das mais recentes está localizada no final do Jardim Colonial, próximo à margem do córrego Água Comprida. De acordo com Agostinho, o buraco tem cerca de seis meses de existência e já está com aproximadamente dez metros de profundidade. “Cabe um edifício lá dentro. E o pior é que ela está assoriando o córrego, que era um dos poucos que ainda estava relativamente conservado”, salienta.

Duarte destaca que essa erosão, apesar de grande e recente, não é uma das que mais preocupa a prefeitura no momento. Ele salienta que já está sendo feito um trabalho para resolver o problema. “Próximo a ela, estão sendo erguidos dois condomínios e os proprietários estão fazendo uma obra de escoamento de águas pluviais, em parceria com a prefeitura, que visa estancar a erosão”, salienta o secretário.

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