Economia & Negócios

Caixa anuncia a captação de fundo com investimento baixo

Da Redação
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A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou na última semana que já captou R$ 50 milhões com o Fundo de Investimento Imobiliário, uma modalidade que, segundo o banco, tem o valor de aplicação mínima mais baixo do mercado: R$ 1.000,00. A carteira já tem mais de 2,8 mil investidores.

De acordo com a assessoria de imprensa da CEF, a expectativa é conseguir vender todas as 104.800 cotas antes do prazo legal para a constituição do Fundo, que vence em 18 de maio. O primeiro imóvel a participar de investimentos do setor foi o tradicional Edifício Almirante Barroso, localizado na Av. Rio Branco, 174, centro do Rio de Janeiro.

O prédio, que foi avaliado em R$ 100 milhões, é totalmente ocupado pela Caixa, com duas agências, um escritório de negócios, gabinetes de diretoria, além de outros setores administrativos. O dono passa a ser o Fundo Imobiliário, que tem garantia de aluguel pela própria instituição por período de dez anos, renovável pelo mesmo prazo.

A rentabilidade para os cotistas virá dos aluguéis pagos pela locatária ao Fundo. De acordo com a assessoria de imprensa do Escritório de Negócios (EN) da Caixa em Bauru, o rendimento é um pouco superior ao da poupança, hoje em torno de 0,9% ao mês.

De acordo com a Caixa, a média de aplicação para o fundo está em R$ 18,7 mil. Uma pesquisa da instituição mostra também que o perfil dos investidores está mudando: embora a grande maioria, 70,8%, se concentre na faixa etária acima dos 40 anos, há muitos investidores com até 20 anos de idade (6,1%) e dos 21 aos 30 anos (5,6%). Ainda, 83,5% dos investidores são pessoas físicas.

Segundo a assessoria de imprensa da Caixa, estão sendo oferecidas ao mercado, em oferta pública, 104 mil cotas, com valor de R$ 1 mil. A aplicação mínima será o valor de uma cota: R$ 1 mil por CPF/CNPJ e a máxima será de 1% do patrimônio do Fundo: R$ 1 milhão por CPF/CNPJ. Como é um fundo fechado, não há resgate de cotas.

O valor a ser mensalmente distribuído aos cotistas será igual ou superior a 95% dos rendimentos líquidos do Fundo. A receita bruta do fundo será constituída pelo aluguel mensal do imóvel. Para o cálculo da receita líquida serão deduzidas, além de taxas, 5% para a constituição de um Fundo de Reserva.

Os rendimentos, proporcionais à quantidade de cotas adquiridas, serão creditados mensalmente aos cotistas, em conta corrente na CEF, descontado o Imposto de Renda, que incide na base de 20% sobre os rendimentos distribuídos.

Durante o período de oferta pública, a compra de cotas será feita diretamente nas agências do banco. O valor correspondente será debitado na conta do cliente no mesmo dia da aquisição. Nesse período, ele não poderá se desfazer de suas cotas. Encerrada a oferta pública, o cliente poderá vender ou comprar suas cotas no mercado secundário. Não há prazo de carência para permanência no Fundo.

Assembléia

Enquanto estiver alugado, o imóvel poderá ser vendido na forma tradicional: mediante negociação com o locatário, que terá preferência na compra, e ainda assim, somente se a decisão for aprovada em assembléia de cotistas.

O administrador do fundo, enquanto proprietário fiduciário, poderá vistoriar o imóvel em nome dos cotistas. A assembléia é que decidirá sobre eventuais reformas para valorizar o imóvel e a receita de locação. Se houver decisão por uma reforma, os cotistas poderão ser chamados a contribuir no custeio, tal como ocorre em um condomínio.

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