Entrelinhas

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• Novela de verão

Parece que a história dos cheques envolvendo o pintor Paulo Antonio Velasco e o vereador Osvaldo Paquito (PPS) vai ganhar mesmo contorno de novela. A cada dia que passa, surge um novo capítulo, no estilo de dose homeopática. Ontem, a CEI das compras recebeu a informação de que Velasco teve conta bancária no Banco do Brasil na época em que prestou serviços à Câmara.

• Pergunta

E por que isso é importante? Ora, se o pintor tinha conta bancária no Banco do Brasil, por que pediu então a Paquito que depositasse o primeiro cheque, no valor de R$ 1.682,58, na conta corrente do parlamentar? O vereador do PPS garante que desconhecia esse fato novo que coloriu as páginas da CEI das compras. O segundo cheque, de R$ 1.679,55, foi depositado direto na conta de Velasco.

• Complicado

Os próprios colegas de plenário de Paquito acham que ele está cada vez mais complicado em toda essa história. O parlamentar diz que se sente perseguido pela imprensa e acha que a CEI das compras tem fatos mais relevantes do que o seu. O ideal, então, seria o vereador falar mais claramente e dizer aquilo que sabe de uma vez. Até o momento, tudo o que foi abordado pela comissão foi motivo de notícia.

• E a audiência?

O presidente da Câmara Municipal, vereador Renato Purini (PV), ainda não se posicionou oficialmente sobre o pedido de convocação de audiência pública para discutir o problema da ponte do Mary Dota. Ao JC disse, na semana passada, que era favorável à reunião. E só. Já comentam que o Palácio das Cerejeiras andou pedindo uma mãozinha a Purini para dar uma segurada no pedido.

• Fora do PFL

O ex-candidato a vereador Roberval Sakai informa que está fora do PFL. Na verdade, ele disputou a Câmara Municipal pelo PMDB, mas logo após as eleições municipais de 2000 migrou para o PFL do vice-prefeito Dudu Ranieri. Sakai, que é pastor, vai avaliar o quadro político municipal antes de definir em qual partido vai se filiar. Mas avisa que está no páreo das eleições do ano que vem.

• Buraco para todos

A temporada de chuvas não provoca somente a discussão sobre a real capacidade da administração municipal de enfrentar o problema. A situação faz renascer um outro aspecto importante. Qual tem sido a real participação da Secretaria Municipal das Administrações Regionais na tarefa de recuperação?

• Na trincheira

Arlindo Figueiredo tem se mantido publicamente distante da questão. As explicações têm sido cobradas muito mais do secretário de Obras, Antônio Carlos Duarte, mas todos sabem que as duas pastas atuam nesse ramo. Quantos funcionários e equipes de manutenção existem? Quanto foi investido na reforma da usina de asfalto em 2002?

• Cota do DAE

O DAE também tem sua parcela de responsabilidade nesse ramo. Não é difícil encontrar moradores que comprovem que a autarquia é eficiente em abrir buracos na rua, mas muito desatenta e lenta na recuperação da via. Quantas equipes de manutenção tem o DAE?

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