Economia & Negócios

Crédito para pequenas cresce 57%

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Os micro e pequenos empresários de Bauru receberam 57% a mais de empréstimos da Caixa Econômica Federal (CEF) em 2002, se comparado com o ano anterior. Os créditos totalizaram cerca de R$ 10,6 milhões, que foram divididos em duas categorias: empréstimos para capital de giro (R$ 9,7 milhões) e para investimentos (R$ 926 mil).

Na região de abrangência do Escritório de Negócios (EN) da Caixa em Bauru, que engloba 91 municípios, o aumento do volume de empréstimos em 2002 foi ainda maior: 66%. No total da região, foram emprestados R$ 60,3 milhões, sendo R$ 55,2 milhões para capital de giro. De 2001 para o ano passado, os créditos destinados a investimentos cresceram quase 800%, alcançando a cifra de R$ 5,1 milhões.

Segundo o superintendente da Caixa em Bauru, Geraldo Luiz Machado de Oliveira, a elevação no volume de empréstimos pode ser atribuída a ações da CEF junto a associações e sindicatos comerciais, incentivando os micro e pequenos empresários a tomarem crédito.

Para o superintendente, o nível de emprego na região deve ser impulsionado pelos empréstimos. “Além do aquecimento da economia, o objetivo maior seria a geração de empregos. A pessoa investe na capacidade produtiva, a empresa cresce e, conseqüentemente, há a criação de empregos e mais dinheiro na praça, fazendo a roda da economia girar positivamente”, diz.

De acordo com Oliveira, a divisão entre créditos para investimento e para capital de giro é necessária para a melhor aplicação do dinheiro. “A gente procura, através dos nossos gerentes, fazer uma análise junto à empresa para ver qual é a melhor linha de crédito que se adapta a ela naquele momento”, declara.

No caso de investimentos, Oliveira explica que o crédito é destinado tanto à ampliação da parte física o estabelecimento como na aquisição de maquinário e equipamentos. O dinheiro para capital de giro serve, principalmente, para a aquisição de estoque e novas mercadorias. â€œÉ no incremento do capital de giro que a pessoa reinveste na sua atividade produtiva. É capitalizar para o giro imediato”, diz o superintendente.

Ainda segundo Oliveira, os juros praticados estão “um pouco abaixo” do mercado, e dependem da modalidade e do capital emprestado. Um dos mais baixos, por exemplo, é de 0,83% mais TR ao mês. Os recursos para os empréstimos também partem do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger).

Para este ano, o EN da Caixa em Bauru tem R$ 125 milhões à disposição das empresas de Bauru e região. Desse valor, R$ 100 milhões são destinados a capital de giro e o restante para investimentos. Apenas na cidade de Bauru estão previstos R$ 20,5 milhões para capital de giro e R$ 5,6 milhões para investimentos.

País

No Brasil, a Caixa emprestou R$ 3,8 bilhões para micro e pequenas empresas em 2002, cifra 41% maior do que o registrado no ano anterior, quando foram emprestados R$ 2,7 bilhões. Desse total, 87% (R$ 3,3 bilhões) foram destinados a fomentar o capital de giro das empresas. O restante (R$ 482 milhões) foi aplicado em investimentos.

De acordo com dados da Caixa, a média de empréstimo no País ficou em R$ 8 mil, o que caracteriza a pulverização do crédito. A média individual de empréstimo na região de Bauru não foi divulgada.

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