Saúde

Pais devem melhorar ambiente e promover recreação periódica

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

De acordo com o manual, um dos primeiros choques para a criança hospitalizada é ver-se num lugar estranho e cercada de vários aparelhos desconhecidos, como eletrocardiógrafo, equipamento de soro, respiradores. Para amenizar esse desconforto, recomenda-se que os pais tragam algo de casa que possa tornar o ambiente mais familiar à criança.

Desenhos pendurados nas paredes e brinquedos prediletos ajudam a diminuir a tensão. Porém, antes de levar qualquer coisa para o quarto do doente, é preciso consultar a equipe de saúde. A enfermeira Débora Corrêa salienta que o hospital sempre autoriza a família a levar algo de que o paciente goste - uma boneca, um carrinho, o material de escola, além de livros e revistas para as mães.

“As únicas recomendações que fazemos é que elas não tragam coisas demais, para não tumultuar o espaço. E que só tragam brinquedos e objetos laváveis, que possam ser desinfetados”, orienta.

Ela explica que os quartos hospitalares, principalmente nas instituições públicas, abrigam várias crianças ao mesmo tempo. Os pacientes podem querer trocar os brinquedos entre si e isso facilita as contaminações cruzadas. “Para evitar isso, precisamos estar sempre lavando e higienizando todos os objetos”, explica.

Outra recomendação das estudantes no manual é sobre a recreação. Elas salientam que brincar é essencial para o desenvolvimento de toda criança.

É durante a recreação que elas treinam suas habilidades de focalização do olhar, coordenação dos movimentos, aprimoramento das percepções táteis e sensoriais - habilidades essenciais para que elas consigam se expressar e interagir com o mundo.

A supervisora de enfermagem da pediatria do Hospital de Base de Bauru, Débora Corrêa, informa que o hospital dispõe de uma brinquedoteca com atividades diárias para seus pacientes. Ali a criança encontra mesas e material para desenhar e escrever, joguinhos de montar, quebra-cabeças, carrinhos e bonecas bem coloridos e variados.

“Além disso, temos o Projeto Alegria, em que profissionais se fantasiam e vêm brincar com os pacientes. A criança que brinca aceita melhor o tratamento. Ela chora algumas vezes, mas sem escândalos. E ela dorme bem mais tranqüila”, comenta.

As autoras do manual ressaltam que é impossível evitar o choro e os gritos numa pediatria, mas lembram que os adultos devem colaborar para diminuir o barulho, tentando tornar o ambiente alegre, familiar, porém tranqüilo.

“Sabemos que existem alterações importantes na freqüência cardíaca, ritmo de sono, etc., relacionadas com os ruídos do ambiente. Por isso, procura-se evitar ao máximo os barulhos desnecessários para prevenir problemas orgânicos e emocionais”, informa o livreto.

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