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• “Levanta Bauru”

O recém-criado movimento “Levanta Bauru” vai estar na Câmara Municipal hoje para “fiscalizar” os atos do Poder Legislativo em relação aos assuntos importantes que estão na pauta de retorno das férias. A apresentação do relatório da CEI das compras é o ponto mais polêmico da sessão.

• Fiscalização

O “Levanta Bauru” é formado por militantes de agremiações comunitárias e não tem cor partidária, segundo aqueles que o conceberam para ser um fórum de fiscalização. No entendimento de seus líderes, está em falta na cidade uma instância fiscalizatória, uma vez que o Poder Legislativo, com raras exceções, não tem exercido esse papel.

• Na escadaria

O grupo, que já tem cerca de 50 pessoas de várias regiões da cidade, também deverá estar no protesto a ser realizado na escadaria de entrada do Legislativo, a partir das 17h. O PSDB e a CUT estão empenhados no ato, que vai usar sabão e vassouras para “lavar” a Casa.

• Relatório fiscal

O Estados e municípios de todo o País tiveram prazo até o último dia 30 para apresentar relatórios de gestão fiscal ao Tesouro Nacional, conforme diz a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A Prefeitura de Bauru, por certo, deve ter enviado o documento, uma vez que o secretário Raul Gomes Duarte Neto tem especial preocupação com a LRF.

• Em Brasília

Nas 12 horas que antecederam a sessão que elegeu a nova Mesa Diretora da Câmara dos deputados, em Brasília, ontem, a cúpula do PMDB viveu momentos de estresse com o PT. Dirigentes peemedebistas cobraram dos petistas a garantia de eleição de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) para a primeira-secretaria da Mesa.

• Cobrança

O apoio do PT a Geddel fez parte do acordo entre os dois partidos em torno da eleição de José Sarney (PMDB-AP) como presidente do Senado. O comando do PMDB foi duro na cobrança de uma posição do PT favorável a Geddel e contrária ao deputado José Pinotti (PMDB-SP), que se lançou como candidato avulso na disputa pela vaga.

• Obteve apoio

Foi grande a movimentação de parlamentares do PT e de outros partidos aliados ao governo em favor de Pinotti. Além de Pinotti, o estreante Wilson Santiago (PMDB-PB) também se lançou à disputa, com poucas chances. Até o fechamento da coluna, a eleição da primeira-secretaria ainda estava indefinida. O novo presidente da Câmara é João Paulo Cunha (PT). Leia mais na página 17.

• Governabilidade

O fato de ter sido bem-sucedido nos arremates para aumentar sua base de apoio no Congresso e eleger dois aliados para o comando das duas Casas legislativas não assegura ao governo a aprovação das reformas constitucionais. O presidente Lula tem no Congresso maioria para assegurar a governabilidade, mas cada votação de seu interesse terá de ser negociada.

• Habilidade

A base formal constituída pelos partidos aliados ao Planalto foi ampliada com o troca-troca partidário dos últimos dias, mas não alcançou o quórum exigido para aprovar sequer projeto de lei simples - 257 votos. Na avaliação de parlamentares experientes, o êxito do Planalto vai depender da habilidade no trato pessoal com os políticos.

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