Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A indústria automobilística brasileira opera com ociosidade acima de 40%, índice que deve ter significativa alteração neste ano. A expectativa das empresas é de crescimento de 6% na produção - para 1,88 milhão de unidades - e de estagnação nas vendas, com resultados próximos a 1,5 milhão de veículos.

As exportações é que devem compensar o mercado interno com crescimento de 20% em valores, atingindo cerca de US$ 4,8 bilhões. Entretanto, o ano mal começou e as montadoras já estão desacelerando a produção de veículos. A maioria das principais empresas do setor programou para fevereiro semana reduzida de trabalho ou férias coletivas, medida incomum neste período.

A Volkswagen agendou férias coletivas para a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março, já emendando com o Carnaval. A unidade, que emprega cerca de 14,6 mil funcionários, também vai operar no mês com a semana de quatro dias, com folga operários na sexta-feira. A direção da Volks informou que a medida é para adequar a produção à demanda do mercado.

A General Motors comunicou aos funcionários de São Caetano do Sul que eles só vão trabalhar quatro dias por semana no próximo mês, depois de terem mantido a jornada normal em janeiro. Parte dos cerca de 7,5 mil trabalhadores ficarão de folga em duas segundas-feiras (10 e 24) e duas sextas-feiras (7 e 21). A produção dos modelos Corsa, Astra e Vectra deve ser reduzida de 38 para 32 carros/hora.

A Ford de São Bernardo já reduziu a jornada nesta semana. Os funcionários da fábrica de automóveis vão trabalhar somente até quinta-feira e folgarão na sexta. Para o pessoal da unidade de caminhões foi mantida agenda normal. Segundo a montadora, a programação para fevereiro prevê o retorno da semana cheia de trabalho.

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