Tribuna do Leitor

Favor não puxar o fio da meada


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Diante da matéria de 1ª página do JC (17/2), “Câmara pode iniciar hoje a cassação de 4 parlamentares”, não me contive e encarecidamente estou requerendo junto aos órgãos competentes que não seja puxado o fio dessa meada, nesse intrincado negócio das irregularidades dentro de nossa Câmara Municipal. O motivo é muito simples: não vamos ter mais parlamentares para a continuidade dos trabalhos legislativos, uma vez que cada vez que um levanta a voz para promover alguma denúncia, algo é levantado a seu respeito. Será esse o motivo pelo qual a grande maioria de nossos ilibados legisladores municipais encontram-se na mais completa mudez? Sabe-se Deus. O fato é que tudo começou com um vereador, depois passou-se a três, e hoje já são quatro os denunciados. Quantos serão amanhã? Pelo muito que ainda existe para ser apurado, como o caso dos vidros superfaturados, o do pai de assessor que circulava com veículo oficial, muitos outros cheques voadores entregues a vereadores, tenham a certeza, muita água ainda deverá passar por debaixo dessa ponte.

Dar nomes aos bois é coisa das mais arriscadas, pois como ficou evidenciado, o feitiço pode acabar voltando-se contra o feiticeiro. Coitado daquele que denunciou um outro de haver rodado com veículo em horário impróprio. Bastou para ter seu nome atirado na lama, acusado de ter recebido valores em nome de terceiros. Um outro, menos avisado, falou da existência de colegas hospedando-se por aí, sem nunca terem saído daqui. Foi o suficiente para ter sua vida escarafunchada de fio a pavio, em busca de uma pisadinha no tomate.

Diante disso tudo, na qualidade de mero espectador e não querendo ficar privado de tão edificante trabalho, tão arduamente exercido em prol do progresso dessa pujante cidade, está mais do que na hora de colocarmos uma pedra nisso tudo, escondendo rapidinho o fio dessa meada. Afinal, todos nós sabemos muito bem que a maioria dessas pessoas está lá trabalhando desinteressadamente, atendendo a insistentes apelos de seus eleitores, com pífia remuneração e sujeitos a pequenos deslizes, tudo dentro da normalidade. Tenho dito. (Henrique Perazzi de Aquino - RG: 9.710.205-2)

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