• Notificação
Deve ocorrer entre hoje e amanhã a notificação do vereador José Humberto Santana (PV) pela Comissão Processante (CP) instalada anteontem para investigar a denúncia de viagem realizada com fins particulares a Brasília com carro da Câmara. A partir daí, começa a correr prazo para o término da CP, que é de três meses. Santana também terá prazo de dez dias para apresentar defesa prévia por escrito.
• Ainda não
O clima na Câmara Municipal continua quente. O vereador Osvaldo Paquito (PPS) poderá representar contra José Humberto Santana (PV) à Comissão de Ética da Câmara. O parlamentar vai embasar a denúncia com o conteúdo da fita na qual foi gravado seu diálogo com o vereador do PV. Santana cita o nome de vários colegas de plenário e os coloca sob suspeição.
• Reação
Não agradou ao militante socialista Rubens de Souza, do PSB, os posicionamentos dos vereadores Luiz Carlos Valle (PSB) e José Clemente Rezende (PSB) nas votações da última segunda-feira. Clemente votou contra a instalação de CP para José Humberto Santana (PV). E Valle, que presidiu a CEI das compras, votou contra o pedido de instalação de Processante para Roberto Bueno (PTB).
• “Sem direçãoâ€
Para Rubens, a situação configura que o PSB está sem direção. Na verdade, o partido não fechou questão sobre o assunto. “Mas acho que é preciso ter coerência. O Valle presidiu a CEI das compras que pediu a Processante para o Bueno. No âmbito da CEI, ele votou a favor e agora se posiciona contra. É no mínimo esquisitoâ€, alfineta.
• Desculpas
Os vereadores da CEI do viaduto - Clemente Rezende, José Carlos Batata, Edmundo Albuquerque e Majô Jandreice - tiveram que se desculpar com os ex-secretários de Obras Joaquim Marques de Figueiredo Neto e Jorge Roberto Monteiro. A CEI só investiga situação configurada a partir de 1998.
• Mais critérios
Os dois ex-secretários atuaram na gestão Tidei de Lima (1993/1996). Resultado: não foram ouvidos. No mínimo, faltou critério aos membros da CEI na avaliação dos pedidos de depoimentos. A CEI do viaduto demorou muito tempo para indicar os depoentes para depois dispensar possíveis esclarecimentos.
• Local da gravação
A divulgação parcial da fita contendo diálogo entre Santana e Paquito na sessão da Câmara levou o vereador José Clemente Rezende a perguntar em que local foi feita a gravação. Surgiu, inclusive, a especulação de que o material teria sido gravado com uso de aparelho do setor de comunicação da Casa. No final da tarde de ontem já era possível saber que a gravação ocorreu fora do prédio do Legislativo.
• Do apartamento
A identificação do local está no início da própria gravação. No telefonema, Paquito pede a um dos filhos do vereador Santana que chame o pai e menciona estar no apartamento de sua assessoria parlamentar. O setor de comunicação informa que chegou a ser consultado pelo vereador, mas que não disponibilizou o uso de aparelho da Câmara.