O título se justifica plenamente, não se tendo o menor motivo para contestá-lo ou mesmo modificá-lo. E por quê apenas duas palavras: “Simplesmente Bibiâ€? Tão-somente porque desejamos referir a uma só Bibi, que é a imensamente festejada Bibi Ferreira, a qual está completando nada menos de 60 anos de intenso e respeitado trabalho no teatro brasileiro e fora dele. Filha idolatrada do saudosíssimo Procópio Ferreira, ela começou a caminhada teatral menina de tudo, logo após ilustrar-se suficientemente na escola primária de seu tempo, na qual brilhava interpretando pequenas peças do repertório vigente. E não estacionou o carro jamais, pois aí está vencendo as estradas, apresentando com pleno entusiasmo trabalhos os mais aplaudidos, entre os quais citaríamos My Fair Lady, O Noviço, O Homem de La Mancha, Gota d’Água e dezenas de outras obras primas da nossa literatura cênica. Apenas isso não, absolutamente não, cabendo-nos lembrar ainda que um de seus grandes trabalhos incidiu recentemente sobre as vidas da fadista Amália Rodrigues e da cantora Edith Piaff, desempenhando e cantando fados e encantando a grande platéia dos teatros (centenas) por onde ela transitou nestas seis décadas. Nem precisaríamos destacar neste espaço as performances da extraordinária atriz, conhecidas e aplaudidas que são de toda a sociedade brasileira, como, igualmente, de países dos demais continentes, que conhecem de sobejo a sua fabulosa história, a qual no próximo carnaval será reproduzida nas ruas cariocas, por uma das escolas de samba, em homenagem ao teatro nacional, quando mais gente desta imensa nação dela tomará conhecimento integral e mais aplausos terá oportunidade de lhe dirigir. Então, vale ou não vale o “Simplesmente Bibiâ€? Vale, mas vale mesmo, não resta a menor dúvida, porquanto nunca se pode duvidar de verdades verdadeiras! Voltamos, então, ao início do artigo, que tem por objetivo, antes de mais nada, render merecidas homenagens à simpática e ilustre teatróloga, escritora e intérprete, que, queira Deus com toda a sua força, prossiga brilhantemente por longos anos na grande empreitada que lhe foi traçada, por seu talentoso pai, em tão importante setor da cultura genérica, no qual, além das atribuições que carinhosamente desempenha, serve como desenvolta mestra, apontando rumos corretíssimos para tantas e inteligentes gerações, que encontrarão sempre nela os maiores pendores educativos, revolucionando o saber de menores e adultos, de ambos e até terceiros sexos, conforme o desejado pela sociedade tão cobiçada destes tempos. É a opinião nossa e de todos os amantes do teatro. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)
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