O vereador José Clemente Rezende (PSB) protocolou ofício ontem no Ministério Público (MP) solicitando investigação para detectar a origem da gravação feita pelo vereador Osvaldo Paquito (PPS) com José Humberto Santana (PV), na qual há revelações de que outros parlamentares estariam envolvidos em irregularidades na Câmara Municipal.
Clemente pretende com isso identificar se Paquito utilizou equipamento do Poder Legislativo para produzir a gravação com seu colega de plenário, o que configuraria crime contra o patrimônio público. Para ele, “são estranhas†as circunstâncias em que ocorreram a gravação.
No ofício encaminhado ao MP estão anexados cópias da fita e do livro que registra a entrada e saída de pessoas do prédio da Câmara no último domingo.
Clemente conta que Paquito foi ao prédio do Legislativo no domingo, acompanhado de sua assessora parlamentar logo pela manhã. Consta também que o diretor da TV Câmara, Nélson Gonçalves, esteve no prédio por alguns minutos por volta das 11h30.
Também foi registrado que a assessora e o diretor da TV deixaram o local por volta das 12h, cada um com seu veículo próprio. Mas Paquito permaneceu no prédio, deixando-o às 12h30.
No documento encaminhado à Promotoria, o vereador do PSB relata que na Diretoria de Comunicação há um aparelho telefônico específico para produzir gravações de entrevistas.
“Peço ao promotor que faça uma perícia no aparelho, a verificação do número do telefone do Santana e as ligações efetuadas da Câmara durante o domingo. Também pedi perícia no aparelho instalado na residência da assessora do Paquitoâ€, relata.
Segundo o parlamentar, o diretor da TV Câmara confirmou que esteve no prédio do Legislativo no último domingo. “O Nélson diz que foi chamado por Paquito, que lhe pediu um gravador para gravar uma reunião, o que foi negado. Mas quem garante que após a saída do diretor da TV Câmara o vereador não retirou algum equipamento?â€, questiona.