O Departamento de Água e Esgoto (DAE) anunciou que o plano de investimentos para este ano contempla gastos de R$ 6 milhões no total. O cronograma inclui a construção de reservatórios e a perfuração de poços profundos. Já a programação para o tratamento de esgoto será tímida. Sem recursos para implantar todo o sistema, a autarquia prevê o pagamento de desapropriação e a instalação de 2,5 quilômetros de interceptores.
De acordo com a presidência da autarquia, as metas foram definidas de acordo com a necessidade de ampliação da produção e reservação de água.
Contudo, os investimentos estarão sendo realizados com um sacrifício adicional pelo contribuinte. As contas de consumo de água tiveram aumento médio de 30% no mês passado. O DAE alegou aumento nos custos, sobretudo de energia elétrica e falta de recursos para investir.
A presidência vai utilizar os recursos por etapas. “Estamos priorizando as maiores carências e mesmo com o aumento de insumos ocorridos no final de 2002 está sendo possível elaborar projetos novos. O tratamento de esgoto continua na pauta prioritáriaâ€, cita o presidente Luiz Augusto de Oliveira Castro através de sua assessoria.
Entre os reservatórios, está confirmada a construção de uma unidade para armazenar três milhões de litros de água no Núcleo Nove de Julho, para atender à região do Parque Jaraguá. A obra vai beneficiar 32 mil pessoas, segundo a assessoria de imprensa. Outro reservatório poderá ser viabilizado para a Vila Industrial, com capacidade para 2 milhões de litros.
Entretanto, o plano de metas garante inicialmente a reservação na região do Parque Jaraguá, por considerar a área mais carente de abastecimento que as demais. A região do Núcleo Geisel ainda poderá receber uma unidade de reservação de 1 milhão e quinhentos mil litros. Se isso ocorrer, 12.500 pessoas seriam socorridas com o aumento na capacidade de reserva de água.
O investimento total para novos reservatórios foi estimado em R$ 3,440 milhões. Mas o DAE também incluiu no plano outros R$ 1,420 milhão para perfurar poços profundos. A prioridade será para a Vila Nova Esperança, que receberá sua terceira unidade. Outros dois equipamentos do gênero estão previstos para o Núcleo Geisel e o Parque Primavera, o que reforçaria o abastecimento na região do Parque Vista Alegre.
O poço Nova Esperança III atenderia a 3.250 pessoas e o Primavera traria água adicional nas torneiras de 4.200 pessoas. “A autarquia ainda pretende limpar e realizar a manutenção dos poços já existentes no Bauru XVI e Vila Santa Terezinha. A manutenção é uma alternativa para contribuir na melhoria da produção de água nesses locaisâ€, mencionam os técnicos do DAE.
ETA e ETE
Já a esperada recuperação e modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) terá apenas sua primeira etapa iniciada em 2003. “Há pelo menos cinco anos o DAE tem demonstrado a preocupação na reforma do sistema que responde por 43% do abastecimento de toda a cidade. Vamos iniciar a primeira etapaâ€, informa a presidência.
A etapa será a troca da tubulação de água tratada e a reforma dos filtros, cujo serviço está orçado em R$ 620 mil. A autarquia vai optar pela compra do material. O serviço será realizado com mão-de-obra própria. A reforma total da ETA custaria R$ 7 milhões. O governo municipal espera conseguir recursos da área federal ou obter financiamento bancário para concluir as obras.
A ETA receberá, a partir deste ano, o produto orto-polifosfato, cuja função é desobstruir, a médio e longo prazo, as tubulações mais antigas da cidade. Isso também permitiria melhora na oferta de água para a cidade através do sistema.
O tratamento de esgoto tem uma meta tímida para obras. O DAE informa que serão instalados 2,5 quilômetros de interceptores de esgoto. A rede total necessária é de 54 quilômetros, fora a construção da Estação de Tratamento (ETE). A obra total consumiria cerca de R$ 54 milhões. Os interceptores ajudariam a reduzir a poluição nos córregos e no rio Bauru.
A prefeitura solicitou recursos junto à União, mas ainda não obteve resposta. O prefeito Nilson Costa (PPS) assumiu compromisso com o Ministério Público (MP) para concluir o tratamento de esgoto até o final do próximo ano.
Ainda sobre o esgoto, a autarquia anuncia que reservou R$ 300 mil para pagar pela desapropriação da área onde está prevista a construção da ETE. A gleba de terras foi desapropriada por decreto pelo prefeito. A área total é de 6,4 alqueires, ou 155 mil metros quadrados.
No plano de metas, outros R$ 1,2 milhão estão englobados para obras de menor porte no sistema de água da autarquia.