• Mais uma CP?
Quem pensou que o plenário da Câmara Municipal iria apreciar somente três pedidos de Comissões Processantes (CPs) - para Walter Costa, Roberto Bueno e Osvaldo Paquito - na sessão legislativa de segunda-feira, errou. Ontem, chegou ao protocolo da Casa mais um pedido de CP, desta vez para o vereador Milton Dota Júnior (PTB), acusado de abandonar ações de moradores do núcleo habitacional Mary Dota.
• Muito trabalho
Os vereadores terão que se desdobrar para discutir e votar os quatro pedidos de CPs. É bom lembrar que já está instalada uma Processante. É aquela que vai apurar denúncia contra o vereador José Humberto Santana (PV), acusado de ir a Brasília com um veículo oficial da Câmara Municipal de Bauru para cumprir agenda de interesse particular.
• Notificado
E por falar em Santana, ele foi notificado anteontem pelo presidente da CP, vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL). A partir de ontem, começou a correr o prazo de dez dias seguidos para a apresentação de sua defesa por escrito. Por sinal, o prazo venceria no próximo dia 3, segunda-feira de Carnaval. Mas como não haverá expediente nesse dia, o documento deverá ser apresentado na Quarta-feira de Cinzas, após as 12h.
• Análise ética
O caso da fita gravada por Osvaldo Paquito (PPS), que tem como seu interlocutor José Humberto Santana, vai ser avaliado pelo Conselho de Ética da Câmara Municipal, presidido por Rodrigo Agostinho (PMDB). José Walter Lelo Rodrigues (PTB) e José Eduardo Ávila (PPB), membros do conselho, já têm voto definido para indicar o relator da matéria. É a vereadora Majô Jandreice (PC do B).
• No Fórum
Os vereadores Osvaldo Paquito e José Humberto Santana vão ser ouvidos pelo promotor de Justiça da Defesa da Cidadania, Fernando Masseli Helene, na próxima terça-feira, sobre a fita gravada com diálogo entre os dois parlamentares. A intenção de Helene é esclarecer a conversa, que fala de envolvimento de outros vereadores em possíveis irregularidades.
• Mais denúncia
O Ministério Público levantou ontem um caso antigo e bastante complicado. A Promotoria Pública denunciou superfaturamento na venda de cateter (usado na área de cardiologia) para a AHB entre os anos de 1992 e 1993. A denúncia envolve o médico Henrique Furtado e a empresa da qual fazia parte, Cirutec.
• Custo elevado
Segundo a denúncia, a empresa vendia os produtos para a AHB com preços até 538% acima do valor de mercado. A Associação Hospitalar de Bauru não integra a ação. O caso da venda de cateter contou com denúncia criminal há alguns anos e agora tem parecer do Ministério Público.
• Angústia no DAE
A informação de que o relatório do Sindicato dos Contabilistas sobre renúncia de receita no DAE atinge pelo menos quatro servidores, um deles do segundo escalão, está causando angústia na autarquia. Embora os integrantes do órgão tenham idéia de quem sejam os possíveis envolvidos, há uma ansiedade pela divulgação oficial da denúncia, o que deve ocorrer na semana que vem.