Bairros

Carnavalescos rejeitam o desfile fora do Sambódromo

Thaís da Silveira
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O cenário carnavalesco de Bauru neste ano fez com que algumas escolas se afastassem dos desfiles - mesmo os de bairro. É o caso da Águia de Ouro, da Amigos da Fiel e da Acadêmicos da Cartola.

O presidente da Cartola, Pascoal Storniolo, afirma que a escola preferiu concentrar esforços na busca de recursos para estruturar a entidade. Através de aluguéis de salões para eventos e casamentos, além de shows, ele acredita que em breve a escola terá condições de sustentar seu próprio carnaval. “A Cartola não deixou de trabalhar”, enfatiza.

“A gente já estava sabendo que não haveria esse Carnaval. A Cartola estava consciente de que não haveria Carnaval neste ano então tudo o que foi arrecadado foi investido no nosso patrimônio”, acrescenta Storniolo.

O presidente da Cartola não poupa críticas à Prefeitura de Bauru. “Se a gente sentisse que esse dinheiro que não estão repassando para nós está sendo investido em outras coisas, tudo bem. Mas a gente vê que está do mesmo jeito e estamos muito decepcionados. Bauru merecia mais”, opina.

A Amigos da Fiel também está se preparando para 2004. De acordo com o vice-presidente Benedito Gomes, mais conhecido como “Tião Brinquinho”, um grupo de novos ritmistas está sendo montado e eventos estão sendo promovidos para angariar fundos.

Gomes é contra os desfiles de bairro. “Carnaval tem que ser no Sambódromo. No bairro fica muito restrito e prejudica as escolas grandes”, diz. “Não tem como mostrar organização numa rua de bairro. Fica muito difícil e o povo quer ver e julgar se é bom ou não”, acrescenta.

De acordo com Gomes, a Amigos da Fiel surgiu após o fim da Corinthians da Nova Esperança, mas não tem relação com a antiga escola.

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