• Quatro CPS
A sessão de ontem da Câmara de Bauru levou à formação de mais três Comissões Processantes contra vereadores. Agora terão que se defender: Walter Costa (PPS), Osvaldo Paquito (PPS), Roberto Bueno (PTB) e José Humberto Santana (PV). Cada um responde por uma acusação distinta. Porém, todos os casos passam pela denúncia de falta de decoro.
• Dota Jr. escapa
Milton Dota Jr. (PTB) teve mais sorte. A acusação de que ele abandonou mutuários quando ainda era candidato a vereador não foi aprovada. Já Santana vai para uma CP para explicar por que usou dinheiro e carro públicos para fim particular e por que seu filho retirou cheque da Câmara para fornecedor. Walter Costa é acusado por ser o presidente da Câmara durante a fase de irregularidades.
• Bueno e Paquito
Roberto Bueno foi denunciado como autor de processos de compra na Casa. Em um deles, o próprio Santana, relator da CEI das compras, diz que a aquisição de um módulo de computador autorizado por Bueno resultou no pagamento em duplicidade. Paquito vai ter que explicar por que retirou cheque de um fornecedor e depositou em sua própria conta.
• Valle x Santana
O vereador Luiz Carlos Valle (PSB) viveu dois momentos distintos na sessão. Em um deles, ressaltou que Santana ‘arquivou’ denúncias graves contra o ex-diretor administrativo Luiz Renato Joel, apontado como responsável pelas compras sem licitação do Autocad, toner, lente zoom, Acrobact e outros. Santana alegou que a reclamação era extemporânea.
• Briga interna
No outro, Valle acusou Santana de ter sido injusto no relatório final. Mas, depois, Valle foi acusado pelo colega de partido, José Clemente, de não manter tudo o que diz. Clemente disse que em uma conversa com testemunhas Valle afirmou que Bueno não tinha saída em sua acusação. A discussão vai gerar um racha dentro do partido.
• Votos incertos
Não havia no plenário a certeza do destino de alguns dos votos, dependendo do processo. José Carlos Batata (PT), por exemplo, sofreu críticas de petistas e da CUT por votar contra a CP de Bueno. Para Majô coube uma missão ingrata. Ela deu o voto de minerva pela instalação do Processo contra o petebista Bueno.
• Modelagem privada
Surgem as primeiras reações públicas diante da modelagem (reformulação) do sistema de transporte coletivo urbano de Bauru (matéria na pág. 7). A desconfiança ecoou ontem na Câmara Municipal e também no Conselho de Usuários. A pergunta que se faz é: por que o estudo foi financiado pelas empresas que operam neste setor?
• Responsabilidade
Em meio às CPs, um político experiente, que não é da oposição, comentou que o prefeito Nilson Costa pode ter problemas e será questionado por delegar para a iniciativa privada uma responsabilidade que é dele, ou seja, a de fazer com que o sistema se adeque aos anseios das dezenas de milhares de usuários. â€œÉ um dever da Emdurb, não um direito, dar nova forma ao sistemaâ€, disse.