Política

Estela: 'Não seremos bailarinos'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A presidente da executiva municipal do PT, Estela Almagro, divulgou ontem uma nota para se posicionar sobre as críticas dos sindicalistas em relação ao comportamento do vereador José Carlos Batata (PT). Ela desautorizou o uso da legenda sem antes discutir o assunto no seu âmbito interno.

Estela esclarece que o PT de Bauru não realizou qualquer assembléia para deliberar posicionamentos “a ou b” quanto aos episódios ocorridos no Legislativo.

“Tampouco emitiu parecer quanto a pertinência de cada voto do nosso representante no Legislativo, sendo desnecessário lembrar que se espera sempre de um representante do Partido dos Trabalhadores que aja com o zelo ético e o compromisso partidário de cuidado com o erário público, votando de acordo com a sua consciência política individual, quando não haja orientação expressa da instância”, explica.

Estela conta que partido não redigiu qualquer documento público para distribuição à população ou tomou parte em ato ou manifestação coletiva nos episódios recentes.

“Respeitamos a posição da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e dos demais sindicatos envolvidos nas manifestações ocorridas, mas desautorizamos o uso da legenda sem a pertinente discussão em seus fóruns”, comenta.

A presidente do PT diz que respeita o fato de que parte dos sindicalistas cutistas é filiada do PT. “Bem por isso exige-se o respeito e a coerência na distinção da Central e do Partido, porque não respondem por este último em que pese serem parte da sua base social.” Estela afirma que não vai permitir “a velha tática” da disputa interna tornada pública em episódios que não dizem respeito à vida orgânica do partido.

Para ela, se a executiva do partido deliberar em suas próximas reuniões envolvimento direto na apuração das denúncias levantadas no Legislativo, o fará da maneira adequada e consistente, como o foi nos episódios anteriores de cassação no Legislativo (Pires/Izzo).

“Nessa época, constituímos ao lado do movimento social o Fórum Municipal de Ações de Cidadania e, a par de manifestações sistemáticas e nada silenciosas, estudávamos detidamente cada um dos processos e acompanhamos administrativamente o andamento de cada passo no Legislativo”, lembra.

A petista relata que naquela oportunidade o vereador do PT era o autor das denúncias e quase foi transformado em réu.

Estela afirma que se o PT deliberar por envolvimento direto no assunto, não se prestará ao papel da generalização e execração coletiva dos representantes do Legislativo.

“Nos interaremos detalhadamente sobre as denúncias que pesam sobre este ou aquele, avaliando os documentos existentes e as provas levantadas, num debate que seja verdadeiramente construtivo e político, e que prime pelo resgate da imagem do Legislativo e dos vereadores não envolvidos nos episódios recentes. Não seremos bailarinos, que se movimentam no ritmo da dança; nem agiremos como abutres, em busca de cadáveres”, finaliza.

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