Política

Sinserm recorrerá ao TJ contra decisão judicial

Gilmar Dias
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O advogado do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), Sandro Fernandes, informou ontem que vai recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ) contra a sentença do juiz Ubirajara Maitinguer, que deu ganho de causa à Prefeitura de Bauru em ação de reintegração de posse por ocasião da manifestação realizada no dia 13 de julho de 2001, como parte da greve deflagrada pela categoria.

A administração ajuizou a ação de reintegração de posse alegando que o sindicato, liderando a greve dos servidores municipais, concentrou os grevistas no pátio do Departamento de Apoio Operacional (DAO), na rua Aparecida, onde usou como estratégia a colocação de veículos no interior do recinto, dificultando a entrada, manobra e saída de veículos oficiais, comprometendo a continuidade do serviço público.

“Lamentamos a iniciativa da prefeitura em buscar o Judiciário para tentar resolver o problema que foi incapaz de resolver. A greve foi legítima. A liminar que a administração conseguiu na época não influenciou o movimento, que só terminou quando o prefeito recebeu o sindicato para negociar e apresentou propostas”, lembra Fernandes.

Para ele, a administração não tinha fundamentos para entrar com a ação porque os portões do DAO ficaram permanentemente abertos. “Houve um equívoco do Judiciário local. Com toda tranqüilidade o sindicato vai recorrer ao Tribunal de Justiça. Acreditamos na possibilidade de reverter. Há fotos do local de trabalho que demonstram o carro de som dentro do pátio do DAO e os portões livres”, relata.

O advogado avalia que a greve daquele ano se manteve devido a recusa dos trabalhadores em dirigir os caminhões. “Caminhão sem motorista não anda. E é isso que a prefeitura reluta em aceitar.”

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