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Reparo da usina não põe fim a buracos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Em aproximadamente 10 dias, a usina de asfalto de Bauru deve estar funcionando com capacidade máxima, após a conclusão dos reparos iniciados no sábado. Porém, mesmo voltando à condição de nova, ela não garante o fim dos buracos nas ruas do município.

Para que os motoristas circulem tranqüilamente pela cidade, a prefeitura ainda deve investir em equipamentos de aplicação de asfalto, na frota que transporta o produto, em mão-de-obra e na aquisição de matéria-prima.

A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Obras, Antonio Carlos Duarte. De acordo com ele, o prefeito Nilson Costa já está estudando a compra de novos caminhões. “A prefeitura vai priorizar outros pontos de estrangulamento, porém o primeiro deles é a própria usina”, enfatiza.

Com 28 anos de funcionamento, ela tem trabalhado precariamente, situação que resultou na primeira reparação geral, iniciada no final da semana passado. Antes disso, a usina sofreu pequenas reformas necessárias apenas para manter seu funcionamento.

“Vamos substituir o secador, a câmara de combustão, o exaustor, a peça que succiona a poeira das pedras, além de outras menores. Nossa previsão é de que a reforma seja concluída até o dia 15”, explica Duarte.

Para colocá-la em funcionamento, a administração municipal vai pagar R$ 129 mil a empresa A.H.S, de São Paulo, vencedora da licitação concluída em dezembro. Também deve desembolsar algo em torno de R$ 30 mil para substituir componentes que, há um ano, na época do levantamento do problema, estavam funcionando e quebraram posteriormente.

Capacidade

Quando a reforma estiver concluída, a usina será capaz de produzir 50 toneladas de concreto asfáltico por hora, o que corresponde ao recape de uma quadra. Assim, num dia, Bauru teria como disponibilizar 400 toneladas do material. Até a paralisação de suas atividades, a usina era capaz de produzir apenas 100 toneladas diárias.

“Não vendo ilusões. Se isso vai resultar em recape na rua é outra história. Temos que reparar toda a frota de equipamentos e precisamos de mais cinco caminhões para essa finalidade. Também temos de preparar equipes para trabalhar no tapa-buracos e adquirir matéria-prima”, informa o secretário de Obras.

Atualmente, a prefeitura despende cerca de R$ 100 mil com emulsões para produzir o asfalto. Com a usina reparada, ela teria de gastar aproximadamente R$ 350 mil para que ela fosse aproveitada plenamente.

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Paralisação

A usina de asfalto deve permanecer paralisada por 15 dias para passar pelo reparo. Nesse período, o desempenho da operação tapa-buracos executada pela Secretaria das Administrações Regionais (Sear) deve cair pela metade.

Em janeiro, a Sear fechou buracos em 742 quadras de ruas espalhadas pelos município. Porém, durante a reforma da usina, o total de reparos não deve passar dos 400. Mesmo assim, o responsável pela pasta, Arlindo Figueiredo, vê com bons olhos a recuperação da usina.

“Vai melhorar bastante, embora eu defenda a existência de outra. A grande maioria do asfalto está vencida e a todo momento novos buracos aparecem”, explica. Figueiredo não soube estimar quantas reclamações de buracos em rua chegam até a secretaria por dia.

Mesmo assim, de acordo com ele, a Sear está estudando uma alternativa para não interromper os trabalhos. “As obras emergencias estão garantidas, ressalta.”

Da mesma maneira, está agindo o Departamento de Água e Esgoto (DAE), que abre uma média de 20 buracos por dia, entre as obras de água e esgoto.

Segundo a assessora de imprensa do departamento, Sandra Faria, os buracos serão tapados com terra e entulho, nesse período.

“O DAE está contratando uma empresa de pavimentação para comprar massa asfáltica. Após a reforma da usina, teremos uma certa tranqüilidade para programar nossos serviços”, comemora.

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