Entrelinhas

Entrelinha


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• Se precavendo

O vereador Faria Neto (PDT) distribuiu nota à imprensa na qual afirma que não se utilizou de veículo da Câmara Municipal para viajar, nos últimos dois anos. O pedetista pediu à presidência da Casa certidão oficial sobre o assunto para se documentar. Faria quer se resguardar de eventuais desgastes.

• Particular & oficial

E por falar em viagem, a defesa de José Humberto Santana (PV) reafirmou ontem o que o vereador já havia revelado ao JC: o uso que fez de carro oficial da Câmara teve motivação particular. Porém, sua defesa usa como estratégia dividir a culpa pela ocorrido com o ex-presidente da Câmara, Walter Costa. E para finalizar, alega que a viagem particular passou a ser oficial após a autorização para uso do carro e encontro com um representante da empresa Oaksys (leia na página 3).

• Parecer na segunda

Não se confirmou a hipótese de a Comissão Processante (CP) instalada para apurar denúncias contra Santana se posicionar rápida e antecipadamente a um rito processual quanto à defesa prévia do parlamentar. O relator do processo, Toninho Garmes (PSDB), pediu prazo para avaliar com calma a documentação protocolada por Santana. Na segunda-feira, o tucano divulgará seu parecer.

• Ética e a fita

Os integrantes do Conselho de Ética da Câmara Municipal que apuram o conteúdo do diálogo entre os vereadores Osvaldo Paquito (PPS) e Santana devem se reunir na segunda-feira para decidir os rumos da investigação. A relatora do processo, Majô Jandreice (PC do B), já avalia a degravação do diálogo sob a ótica da ética e do decoro parlamentar.

• Sumiram

A Consultoria Jurídica do Legislativo iniciou ontem a busca dos vereadores Walter Costa (PPS), Roberto Bueno (PTB) e Osvaldo Paquito para notificá-los da instalação das CPs contra eles. No primeiro dia, a tentativa foi infrutífera: os três não foram localizados para receber o documento. A partir de hoje, novas investidas serão feitas.

• Sem a colombina

Nilson Costa reagiu às críticas feitas pelo vereador Toninho Garmes na sessão da Câmara de quarta-feira. “Ele voltou do Carnaval sem ter encontrado sua colombina”, ironizou o prefeito. Garmes devolve a farpa e afirma que Nilson “fugiu da escola”. Para o tucano, o alcaide fez péssimo acordo como administrador e hoje a cidade vê a dívida da federalização crescer.

• “Bom negócio”

Nilson perguntou ontem onde Garmes estava quando o empréstimo do viaduto, de R$ 10 milhões, passou pela Câmara. O prefeito considera que o acordo que transferiu a dívida para a União foi bom para o município. Segundo ele, os juros caíram de 31,5% para 9% e, hoje, o juro está em 6%. O prazo para pagamento foi esticado para 30 anos.

• Eleição no PFL

Os dirigentes e militantes filiados ao PFL se reúnem amanhã para eleger o diretório municipal do partido, com suplentes, conselhos fiscal e consultivo e os delegados à convenção regional. Se não houver imprevisto, Dudu Ranieri - que também ocupa a função de vice-prefeito - deverá ser reconduzido à presidência da legenda para cumprir mais três anos de mandato.

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