A sina do povo brasileiro é a de ser roubado pelo Poder Público, que não mede esforços para criar novas formas de extorquir, de meter a mão, de esfolar descaradamente a população. Os constantes aumentos estelionatários das tarifas públicas é a ponta do iceberg dessa conduta criminosa. Recentemente, um secretário do governo norte-americano saiu em defesa da AES, dizendo que ela não está pagando as parcelas devidas ao BNDES porque não recebe pelo fornecimento de força e luz aos órgãos públicos. Segundo o secretário-adjunto de comércio norte-americano, Willian H. Lash, os Estados e Municípios brasileiros devem mais de US$ 300 milhões à Eletropaulo e não há meio de fazê-los pagar. Como governadores e prefeitos não pagam, o jeito é jogar a conta no lombo do otariado nacional, para o que já estão falando em defasagem no preço das tarifas e em aumentar a energia elétrica em 47%. É um escândalo. Como se não bastasse tanta safadeza, vão enfiar na goela do povo a nova e famigerada taxa de iluminação pública, que será recolhida aos cofres públicos sem nenhuma garantia de que será repassada às concessionárias. Onde isso vai parar? Quanto mais o otário do contribuinte desliga seus eletrodomésticos e apaga cada vez mais lâmpadas, mais sua conta de luz aumenta.
O mesmo acontece com as contas de telefone, com o gás de cozinha, com a gasolina e com tudo o mais o que a oligarquia salafrária deste país controla mafiosamente. Pagamos impostos abusivos, extorsivos e confiscatórios para quê? Para o bolso de quem está indo o dinheiro que deveria estar pagando a conta de energia dos Estados e Municípios? Para onde está indo o dinheiro que deveria estar pagando a remoção do lixo? Onde está a Polícia? Onde está o Ministério Público? O que será que está levando o Supremo Tribunal Federal a avalizar o calote escandaloso dos Estados e Municípios que, além de não pagarem a energia que consomem, não pagam, também, os famosos precatórios, notadamente os de caráter alimentar? Onde será que o caradurismo deslavado das autoridades vai atirar este país? (Silvio de Barros Pinheiro - OAB/SP. 68.797)