Polícia

Pais dizem que injeção deixou filho paralítico

Da Redação
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Uma injeção Benzetacil se transformou em dor de cabeça para os pais de Maikon Kevin de Toledo, 4 anos.

No dia 28 de fevereiro, eles levaram o filho até o Pronto-Socorro Municipal de Bauru para uma consulta. Ele apresentava ruborizações na pele. A médica, cujo nome não foi revelado, receitou uma injeção Benzetacil após o atendimento.

“Depois da aplicação, meu filho deixou de andar”, afirma o pai de Maikon, Reginaldo de Jesus Toledo. “O pior é que nenhum pré-teste de alergia foi feito.”

O garoto está internado no Hospital de Base. Os pais registraram um boletim de ocorrência no dia 6 de março.

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência do Pronto-Socorro Municipal, Felinto dos Santos Neto, descarta que uma alergia tenha causado a paralisia nos movimentos de Maikon. “Se essa fôsse a causa, ele teria apenas um dos membros paralisado.”

Para o diretor, a causa mais provável é uma inflamação dos nervos, conhecida como poliradiculoneurite. “Isso ainda vai ser confirmado pelos exames, mas uma hipótese é que a inflamação que ele já tinha foi a porta de entrada para um vírus.” Esses exames também vão definir o que precisa ser feito para que Maikon volte a andar.

Santos Neto diz ainda que o teste de alergia para Benzetacil não é obrigatório. “Ela só não é recomendada para pacientes que apresentam um histórico de alergia. Quando isso acontece, é feito um teste específico, que demora duas horas para ficar pronto.”

O diretor afirma também que descarta, por enquanto, a abertura de uma sindicância para apurar o caso. “Já conversei com os três médicos que atenderam o menino e o procedimento que eles adotaram foi o correto”.

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