• Golpe e fraude
Lamentável e gravíssima a denúncia protocolada por dois servidores junto à Secretaria de Administração de Bauru acusando e comprovando fraude no sistema de concessão e pagamentos de pensionistas na prefeitura. A denúncia já trouxe as provas da criação de cadastro falso no sistema municipal para a abertura de conta de pensão para uma senhora.
• Falsidade ideológica
Os indícios iniciais são de que foi utilizado o nome de uma pessoa real, mas com matrícula e cadastros fantasmas. Os nomes das até agora vítimas são mantidos sob sigilo, por enquanto. Os servidores que denunciam o esquema são da Secretaria de Administração e também não podem aparecer. Mais de R$ 25 mil já foram sacados através do golpe só em um caso identificado.
• Na estaca zero
O jurídico da Câmara decidiu reiniciar a recontagem do prazo de dez dias para Osvaldo Paquito (PPS) entregar sua defesa prévia à Comissão Processante (CP) que apura denúncias de irregularidades contra o parlamentar. É que Paquito pediu nulidade do processo alegando que não recebeu toda a documentação de acusação. O prazo, que venceria quinta-feira, foi esticado para o próximo dia 27.
• Estudo salarial
Os servidores da Câmara só terão seus salários reajustados se houver sobra para despesa de acordo com o que dispõe a lei fiscal. A informação é do presidente do Legislativo, Renato Purini (PV). Ele determinou a realização de um estudo para saber como está a relação das despesas de pessoal com o duodécimo (verba mensal de manutenção repassada pela Prefeitura). O limite para gastos com a folha de pagamento é de 70% em relação ao duodécimo.
• Repercussão
A proposta da prefeitura de repor apenas 6% dos salários dos servidores repercutiu na Câmara. João Parreira (PSDB) sugere que a administração reponha ao menos a inflação acumulada no período, que é de 13%. O secretário de Administração, Luis Freitas, justifica que não há folga no índice imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Para a Prefeitura, a lei exige que o gasto com pessoal não ultrapasse 54% da arrecadação.
• Reação feminina
Não vai ter jeito. O tucano João Parreira terá de explicar ao Conselho de Ética da Câmara o que quis dizer com a frase “ela pode até deitar, mas não caiâ€, endereçada à secretária de Educação, Isabel Algodoal, em discurso feito da tribuna, na sessão da semana passada. Isabel protocolou oficialmente o pedido de providências ao conselho, com o aval do Conselho da Condição Feminina.
• Painel eletrônico
A Câmara poderá ter, em breve, um painel eletrônico para somar as votações em plenário. Requerimento nesse sentido foi protocolado pelo vereador Luiz Carlos Valle (PSB) à presidência. Hoje, os votos são somados à mão. Para Valle, o Legislativo de uma cidade como Bauru não comporta mais operação manual.
• Viagem real
O vereador Roberto Bueno (PTB) informa que a viagem realizada a Brasília, em março de 2001, ocorreu e que viajou antes do término da sessão, após as 18h. Denúncia anônima chegou aos veículos de comunicação indicando que uma despesa com passagens áreas seria falsa.