Economia & Negócios

Maria Rita assume a direção da subdelegacia do Trabalho

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A auditora fiscal Maria Rita Ribeiro do Val Maringoni foi nomeada, ontem, subdelegada do Trabalho da regional de Bauru. Ela assume o posto no lugar de Sérgio Branco, que também é servidor de carreira do órgão e comandava o posto desde 1995. A nomeação de Maria Rita foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem.

A servidora, que ingressou em 1984 no Ministério do Trabalho, recebeu com tranqüilidade a nomeação. “Vamos desempenhar a nova função e implementar um trabalho sério, que já vinha sendo desenvolvido na carreira. Não vemos maiores problemas na questão”, comenta.

Para Maria Rita, o apoio dado por sindicatos cutistas em relação ao seu nome também não altera o plano de trabalho. “Não muda nada. A atuação é técnica, com uma legislação já definida. A subedelegacia tem que enfrentar os problemas do meio, executar seus projetos e a atuação é normal. Sou auditora fiscal e já estou familiarizada com a pasta”, cita.

A vitória de Lula (PT) como presidente da República não vai exigir mudanças radicais na linha de ação, segundo Maria Rita. “Não vejo mudança de rumo do ponto de vista de diretriz porque a subdelegacia já representa o anseio dos trabalhadores. Mas é claro que, na medida em que os sindicatos estiverem dispostos a colaborar conosco, não teremos problemas”, comenta.

A crise do emprego deve continuar sendo a principal preocupação, diz a nova subdelegada. “Acho que o período de dificuldade pelo emprego e as relações de trabalho continuam como principais itens da pauta de ação. Mas também vemos que a segurança no trabalho continua sendo um programa prioritário, junto com outros. Situações pontuais vão surgir naturalmente”, completa.

Mudança natural

A mudança de comando na subdelegacia foi marcada por articulações políticas. Sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) fizeram gestão junto à direção estadual da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para a indicação de nomes para substituir Sérgio Branco. Outras entidades apoiaram a manutenção de dele no posto.

Branco considerou natural a modificação. “Com a ascensão ao cargo dos indicados para o novo governo é absolutamente normal a mudança. O PT no comando do governo federal gerou esse ambiente por modificações, o que inclui o cargo cuja nomeação é por indicação”, menciona Branco.

Ele acha legítimo o posicionamento. “A Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendeu a indicação de alguns nomes de acordo com suas diretrizes e é legítima a postura da central sindical diante do novo governo”, cita.

Duas indicações foram feitas por entidades filiadas à CUT. O Sindicato da Construção Civil apoiou José Eduardo Rubro e o Sindicato dos Eletricitários (Sinergia) sugeriu Maria Rita Maringoni.

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