Economia & Negócios

Eadi exporta 289% mais no 1º bimestre

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Nos dois primeiros meses desse ano, o volume de exportações registrado pela Estação Aduaneira do Interior (Eadi/Bauru) fechou em cerca de US$ 2,8 milhões, montante que ultrapassou o do mesmo período do ano passado em 289%. No primeiro bimestre de 2002, as vendas externas somaram US$ 721 mil na região abrangida pela estação.

Mesmo tendo como base de comparação um período considerado atípico - janeiro e fevereiro de 2002 - e não muito favorável às exportações em função de algumas crises externas, como as conseqüências dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, o diretor comercial da Eadi, Antônio Grillo Neto, considera positivos os resultados de 2003.

“Apesar de termos vivido uma situação de retração das exportações no início do ano passado, os resultados obtidos pela Eadi nesse primeiro bimestre são muito animadores. Isso mostra que a região está acompanhando o ritmo acelerado e crescente que vem sendo observado em todo País, no que diz respeito ao comércio externo. São números excelentes”, destaca Grillo Neto.

De acordo com ele, não é possível dizer quais setores teriam se destacado mais em termos de desempenho nos dois primeiros meses de 2003. Mas o segmento de produtos alimentícios viria registrando performances bastante positivas nos últimos meses.

â€œÉ difícil dizer isso no ramo de exportações porque o desempenho das vendas está muito ligado à sazonalidade. Tudo vai depender da área de atuação de cada empresa que exporta seus produtos. Mas de uma maneira geral, a região de Bauru está avançando muito”, observa o diretor comercial da Eadi.

Grillo Neto comenta que nos últimos anos o comércio externo no Brasil tem, de fato, apresentado resultados muito bons, correspondendo e até superando as metas e expectativas traçadas. “Isso tem gerado um diferencial de divisas substancial para o País”, observa.

Em 2002, a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 13 bilhões entre exportações e importações. Sobre o resultado de 2001, o do ano passado foi maior em 540%, segundo Neto. “Para 2003, a meta é fechar com saldo em torno de US$ 18 bilhões”, acrescenta.

Crescimento

No ano passado a Eadi contabilizou mais de US$ 18 milhões em exportações, valor 33,6% maior que o acumulado durante 2001, quando foram gerados negócios em torno de US$ 14 milhões.

Já o volume de importações fechou 2002 praticamente empatado com o resultado total do ano anterior. Em ambos os períodos a Eadi movimentou aproximadamente US$ 48 milhões.

Para este ano, a expectativa da estação aduaneira em relação às exportações é de registrar crescimento de 100% sobre os US$ 18 milhões contabilizados em 2002.

“Essa previsão é válida para um cenário de estabilidade, ou seja, sem nenhuma situação que gere anormalidade no setor. No momento, por exemplo, estamos todos apreensivos com a possibilidade de guerra entre os Estados Unidos e o Iraque. Situações como essa afetam as vendas no Brasil”, assinala Grillo Neto.

Recentemente a Eadi/Bauru completou três anos de atividades. Com uma área de abrangência que atinge mais de 150 municípios, a estação tem evoluído significativamente na quantidade de parceiros comerciais. Em 2001 operou com 150 clientes cadastrados, e no ano passado, este número saltou para 197, num crescimento em torno de 31%.

“A busca por novos mercados também fez a Eadi evoluir. Além de atuarmos fortemente em nossa base territorial, como Presidente Prudente, Marília e Araçatuba, estamos expandindo para o Mato Grosso do Sul. A Eadi/Bauru é a última unidade de alfândega do Centro-Oeste paulista”, observa Grillo Neto.

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