NO TAPETÃO
São Paulo e Corinthians decidem o título do Campeonato Paulista na tarde-noite de hoje, no Morumbi, na final mais cercada por confusões e provocações dos últimos anos. Aliás, é o Paulistão mais curto - nem dois meses de duração - e desorganizado do meu conhecimento. O Timão venceu a primeira partida das finais por 3 a 2, no último domingo, e agora joga por um empate para garantir o 25º título de sua história. Para o São Paulo vencer o 20º Paulistão de sua história, bastaria uma vitória simples sobre o Corinthians no segundo jogo da final. Bastaria. Na véspera da decisão o Timão conseguiu reverter a vantagem concedida ao Tricolor pelo comitê executivo da Federação Paulista de Futebol e ganhou o direito de jogar por dois resultados iguais. Toda a confusão nasceu com o texto mal escrito do regulamento do campeonato. Pelo que está escrito, a vantagem na final é do Corinthians. Mas a Federação entendeu que deve ter vantagem o time que fez melhor campanha ao longo do campeonato e achou conveniente passá-la ao São Paulo. O Alvinegro recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e conseguiu readquirir o direito que o regulamento lhe assegurava. Infelizmente, as coisas podem desaguar no tribunal. O título estadual poderá ser decidido no tapetão, como Luiz Zveiter, presidente do STJD, deu a entender, ao ser entrevistado ontem pela Rádio Jovem Pan. Zveiter disse que, por conta da confusão no regulamento, uma vitória do São Paulo por qualquer placar fará com que a decisão do título fique sub judice, ou seja, à espera de um julgamento. Se nenhum clube tiver mais pontos que o outro, não haverá campeão até que isso seja decidido por um tribunal.
NO GRAMADO
Confusões de regulamento à parte, as duas equipes puderam se dedicar durante toda a semana exclusivamente à decisão. O São Paulo se concentrou em Extrema, enquanto o Corinthians optou por permanecer na capital. O São Paulo tem todas as condições de vencer por dois gols de diferença, e jogadores como Kaká e Luís Fabiano podem desequilibrar. Mas na minha opinião, o Corinthians, do endiabrado Gil, é melhor no momento. Mas o principal problema do técnico Oswaldo de Oliveira chama-se Kaká. O jogador vem sentindo dores musculares e não terá condições de atuar por 90 minutos. A dúvida é se ele começará a partida ou se ficará no banco de reservas. No Corinthians, o técnico Geninho teve menos problemas para resolver. Sua única certeza era a suspensão do atacante Leandro. Havia três possibilidades de substituição: a escalação de um terceiro zagueiro (César ou Capone), de um terceiro volante (Fabrício) ou simplesmente a troca por Fumagalli, mantendo a estrutura tática da equipe. O treinador escolheu a última alternativa. Preferiu o Fumagalli.
NÃO PAGA
Vampeta reagiu com indignação à notícia de que foi multado em R$ 50 mil reais pela Federação. O volante garantiu que não vai desembolsar sequer um centavo. Multa de R$ 50 mil - preço de carro importado - por causa de uma declaraçãozinha? A FPF deve estar delirando.
HOOLIGANS
Para tentar diminuir a baderna de torcedores que costumam ir ao Maracanã apenas para arrumar confusão, a Suderj, administradora do estádio, resolveu inovar. A partir deste domingo, quando Vasco e Fluminense decidem o Campeonato Estadual, haverá sempre um tribunal nos dias de jogos para julgar, imediatamente, os arruaçeiros de plantão.
O LEÃO É MANSO
Os clubes turcos exigem uma indenização para liberar os jogadores brasileiros. Alegam que a situação é tranquila, porque a guerra entre Iraque e Estados Unidos não atinge o país. Conversa. Tropas dos EUA e Inglaterra estão estacionadas na Turquia. É como aquela história do “calma que o leão é mansoâ€.
SAUDADE
Se estivesse vivo, o tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna completaria 43 anos de idade. Ayrton Senna nasceu no dia 21 de março de 1960, na capital paulista, e estreou na Fórmula 1 em 1984, pela equipe Toleman. No ano seguinte se transferiu para a Lotus, onde ficou até o fim de 1987. Em 1988, foi para a McLaren e conquistou o título mundial pela primeira vez. Ayrton venceria novamente o campeonato em 1990 e 1991, sempre pela equipe inglesa. O piloto brasileiro morreu num acidente, na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, em 1º de maio de 1994. A coluna de direção do Williams-Renault se partiu na entrada da curva Tamburello e provocou a colisão. Um dos braços da suspensão dianteira direita perfurou o capacete de Senna, o que causou sua morte.